REVISTA CARAS EM 2011

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pomba Gira Sete Figueiras






Pomba Gira Sete Capas
Pomba Gira Sete Figas
Pomba Gira Quebra Ossos
Pomba Gira Sete Cruzeiros
Pomba Gira Sete catacumbas
Pomba Gira Sete Punhais
Pomba Gira Sete Caminhos
Pomba Gira Sete Luas
Pomba Gira Sete Ondas
Pomba Gira Sete Véus
Pomba Gira Rosas
Pomba Gira Sete Coroas
Pomba Gira do Lodo
Pomba Gira do Cemitério
Pomba Gira do Cruzeiro das Almas
Pomba Gira das Almas
Pomba Gira da Encruzilhada
Pomba Gira das Sete Encruzilhadas
Pomba Gira da Calunga
Pomba Gira Sete Covas
Pomba Gira do Cruzeiro
Pomba Gira dos Sete Cruzeiros
Pomba Gira Feiticeira
Pomba Gira da Estrada
Pomba Gira da Lira

Falange Maria Mulambo ou Molambo








Maria Mulambo da Estrada
Maria mulambo da Encruzilhada
Maria Mulambo das Almas
Maria Mulambo dos Sete Portais
Maria Mulambo do Cruzeiro das Almas
Maria Mulambo do Cabaré
Maria Mulambo do Lodo
Maria Mulambo dos Sete Véus
Maria Mulambo da Meia Noite
Maria Mulambo das Rosas
Maria Mulambo da Lira
Maria Mulambo do Lixo
Maria Mulambo da Calunga
Maria Mulambo da Calunga Grande - ou
Maria Mulambo da Praia
Maria Mulambo das Sete Catacumbas
Maria Mulambo da Figueira
Maria Mulambo das Sete Figueiras
Maria Mulambo das Sete Encruzilhadas
Maria Mulambo do Cruzeiro
Maria Mulambo dos Sete Cruzeiros
Maria Mulambo dos Sete Punhais

Falange Maria Farrapo (trabalha com as Mulambos)
Maria Farrapo da Encruzilhada
Maria Farrapo das Sete Encruzilhadas
Maria Farrapo da Estrada
Maria Farrapo das Almas
Maria Farrapo do Cruzeiro das Almas
Maria Farrapo do Cruzeiro
Maria Farrapo do Cemitério
Maria Farrapo da Calunga
Maria Farrapo da Calunga Grande
Maria Farrapo do Cabaré
Maria Farrapo do Lodo
Maria Farrapo da Praia
Maria Farrapo da Campina
Maria Farrapo da Figueira

Maria Padilha Rainha das Sete Encruzilhadas





Falange Maria Padilha
Maria Padilha da Encruzilhada
Maria Padilha das Sete Encruzilhadas
Maria Padilha das Almas
Maria Padilha do Cruzeiro
Maria Padilha do Cruzeiro das Almas
Maria Padilha da Estrada
Maria Padilha da Calunga
Maria Padilha das Sete Navalhas
Maria Padilha Sete Facas
Maria Padilha da Calunga Pequena
Maria Padilha da Calunga Grande
Maria Padilha do Cemitério
Maria Padilha da Praia
Maria Padilha da Figueira
Maria Padilha do Inferno
Maria Padilha do Forno
Maria Padilha das Sete Figueiras
Maria Padilha das Sete Cruzes da Calunga
Maria Padilha do Cabaré
Maria Padilha das Rosas
Maria Padilha das Portas do Cabaré
Maria Padilha Rainha do Cabaré
Maria Padilha Rainha do Cruzeiro
Maria Padilha da Lira
maria Padilha Rainha das Sete Catacumba
Maria Padilha Rainha da Calunga
Maria Padilha Rainha da Encruzilhada

cachimbo







cachimbo é o instrumentos mágico ritual por excelência do Catimbó. É tão importante quanto o caldeirão e o Athame na 
bruxaria, o Adjá no Candomblé e a tuia a Umbanda.

A magia do catimbó vai pelo ar, na fumaça. O Catimbó é uma pratica “enfumaçada”. Tudo se resolve na fumaça e o Cachimbo e 
seu fuma, a marca, são os instrumentos que representam isso.

O cachimbo é elaborado usando materia prima natural. É feito a partir de troncos ou galhos de arvores sendo principalmente da
Jurema Preta, mas cada mestre pode pedir um cachimbo de sua arvore-raiz ou arvore-fundamento. O cachimbo é entalhado na
madeira sendo na sua forma final tosco, mas, ao mesmo tempo bonito. Não cabe no Catimbó mestres usando os cachimbos
comerciais como acontece ne Umbanda com os pretos-velhos. Cachimbo de mestre é feito e não comprado!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sou de Axé .







As definições mais elementares do acaçá, dizem que se tratade uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folhade bananeiras. A definição é correta, mas extremamente superficial, já que o acaçáé de longe a comida mais importante do candomblé. Seu preparo e forma deutilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígidos, que nuncapodem deixar de ser observados
. Todos os Orixás, de Exú à Oxalá, recebem acaçá.Todas as cerimonias, do ebó mais simples aos ascrifícios de animais, levamacaçá. Em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em umacasa de candomblé, só acontece com a presença de acaçá. A pasta branca à basede milho branco, chama-se eco (èko), depois de envolvida na folha de bananeira,aí sim, será acaçá. O acaçá, é um corpo, símbolo de um ser. A única oferendaque restitui e redistribui o axé. O acaçá remete ao maior significado que avida pode ter: a própria vida; e por ser o grande elemento apaziguador, quearranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-ea comida e predileção de todos os Orixás. Nem todas as palavras do mundo sãosuficientes para decifrar o valor de um acaçá. Basta admitir que os segredosestão nas coisas mais simples para ver que muitos julgaram insignificantes, acomida mais importante do candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando aintuição em deterimento do fundamento. Fato é que quem não faz um bom acaçá,não pode ser considerado um bom conhecedor de candomblé; pois, as regras ediretrizes da religião dos Orixás nunca foram ditadas pela intuição. Constituemgrandes fundamentos "cristalizados" ao longo de anos e anos detradição. Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas, fundamentosim, e fundamento se aprende. Fundamento é o segredo compartilhado, o mistériosagrado, o detalhe que faz a duferença e a prova de que ninguém pode enganar oOrixá. Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrarsobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o acaçá simboliza apaz. Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida deOxalá que agrada a todos os orixás, a primeira oferenda que deve ser colocadadiretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquersacrifício. O acaçá deve permanecer fechado,imaculado até o momento de serentregue ao Orixá, só então é retirado da folha. É como se o sagrado tivesseque ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempreum elemento consagrado. E o segredo do acaçá é enrolar o ekó na folha debananeira, é o que mantem um terreiro de candomblé, de pé.

sábado, 27 de julho de 2013

Exu Mare Exu Marineiro


CIGANA DANZA PRA MIM CON LETRA


ESTRAGÃO






faça um banho com folhas de estragão, para proteger-se contra doenças.

Queimar traz proteção.

Rico em taninos, cumarina e flavonóides, o estragão tem ação diurética e depurativa do sangue.

Usado para retenção hídrica, gripes, dismenorréia.

Chá:

Faça um chá com 1 colher de chá da erva pra cada xícara de água fervente. Deixe descansar por 5 minutos e beba o chá ainda morno. Deve ser ingerido diáriamente.

O estragão não deve ser usado durante a Gravidez.

Conhecido também como ERVA-DRAGÃO.

CHUCHU





arregue junto ao corpo sementes secas de chuchu, afasta energias negativas e afasta acidentes.

Dar ao casal um chuchu, assegura a felicidade.

Mulheres grávidas devem comer bastante chuchu.

Para cultivar a fidelidade, tenha sempre na mesa esse mágico alimento.

Assim como o tomate, o chuchu é considerado um fruto, pois possui sementes internas envolvidas pela parte comestível. 

Este vegetal, pertencente à categoria dos frutos, é um alimento rico em fibras e de fácil digestão. 

Por possuir alto teor de fibras e pouquíssimas calorias, é muito utilizado em dietas. 

Possui também potássio, vitamina A e vitamina C. 

Seu consumo não deve ocorrer em sua forma crua, é indicado que seja cozido ou refogado. 

Os brotos de chuchu são ricos em nutrientes como as vitaminas C e B, e também são excelentes fontes de cálcio, fósforo e ferro.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

CARGOS DE SANTO (OYÈ).






Atualmente, face à interseção havida entre as Nações, muitos cargos de origens diversas convivem no mesmo Candomblé, reproduzindo tradições pontuais, mas já perdendo-se a origem histórica, regional e até liturgia.

Outro fator complicador para a identificação precisa de cada “oyè”, é a questão gramatical. Devido à dificuldade com as línguas de origem, a correta denominação, tradução e pronúncia dos cargos foi se perdendo no tempo, ou até mesmo modificando-se.

É importante não confundir o cargo (oyé), com o orunkó, e com o título. Ou seja, o cargo diz respeito à função a ser exercida. Exemplo: Ìyágbasé - a mãe que cozinha. Já o orunkó, é o nome pessoal do Orixá, o qual, em determinadas Casas, passa a ser o nome pelo qual o respectivo iniciado passa a ser chamado. Ex.: Odé Kaiodê – O Caçador Tráz Alegria. O título, diz respeito exclusivamente ao Orixá, à sua bravura, feitos ou características, o que, por muitos é confundido com as qualidades daquele mesmo Orixá. Ex.: Oya Messãn Orun, título de Iansã que a designa como a Mãe dos Nove Espaços Siderais.

Muitas vezes o filho de Santo pode exercer um cargo na Casa e ser chamado apenas por seu Orunkó. Ou ainda, na mesma situação, ser chamada exclusivamente pelo cargo que exerce. Registre-se ainda, que no mesmo Candomblé, pode haver aquele que é chamado pelo cargo, enquanto outro, por razões aleatórias, é denominada pelo Orunkó. Não há normas rígidas quanto a isto.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Orìkí para Òsun

Ì






ba Òsun sekese
Ìba Òsun olodi
Latojoki awede we’mo
Ìba Òsun ibu kole
Yeye kari
Latokoko awede we’mo
Yeye opo
O san rere o
Àse


Orìkí para Òsun

Eu elogio a deusa do mistério, espírito que limpa de dentro para fora,
Eu elogio a deusa do rio
Espírito que limpa de dentro para fora
Eu elogio a deusa da sedução
Mãe do espelho
Espírito que limpa de dentro para fora
Mãe da abundância
Nós cantamos seus elogios
Axé

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O ovo e sua importância







O ovo e sua importância e utilidade dentro da nossa Liturgia. Preceitos e Fundamentos.
O ovo é o principal e maior símbolo da fertilidade, utilizado amplamente nos rituais de INICIAÇÃO, EBORÍ, EBO para reativar a energia positiva como também retirar as energias negativas.

Existem vários ITAN dos Tratados de IFÁ relatando a grande importância do EYIN.
Um deles conta que OLÓDÙMARÈ estava para dar origem ao universo, tinha num pote de barro “4 ovos”.
Com o 1º ovo, deu origem a ÒÒSÀÀLÁ, ÒRÌSÀNLÁ ou OBÀTÁLÁ, surgindo na explosão da luz, sem forma, assim ÒÒSÀÀLÁ surgiu no mundo.

Com o 2º ovo, deu origem a ÒGÚN, a forma.

Com o 3º, deu origem a OBALÚWÀIYÉ, a estrutura.

O 4º ovo acidentalmente cai de suas mãos, estourando-se no chão e revelando sua riqueza.
Originou-se assim, a primeira Mãe ancestral chamada ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, expondo o segredo de sua riqueza para o grande PAI, ou seja, mostrando seu poder de fertilidade sobrenatural, exposto a olho nu, diante do Deus Supremo, nascendo assim a fonte mantenedora da vida.

O Ovo possui três diferentes cores, associado às cores principais e primordiais do universo:
- o ovo de casca azul, representando a cor preta DÚDÚ relacionada com a escuridão (a falta de luz nas profundezas da terra e dos mares).

- O ovo de casca branca, relacionada a explosão da luz.

- O ovo de casca vermelha, relacionada ao ÀSE = fogo mantenedor da fertilidade totalmente relacionado ao poder astral.
Seu conteúdo possui diversas características e a maioria das vezes, é branco, frágil e oval; dele nasce um novo ser associado à idéia de que o universo surgiu primordialmente dele próprio, na forma de um protótipo do mundo, como um filho de asas negras = ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ,
que foi cortejada pelo FUN FUN (branco) = ÒÒSÀÀLÁ, ÒRÌSÀNLÁ ou OBÀTÁLÁ.
O ovo é uma célula reprodutora feminina dos animais, chamada macro-gameta ou seja, rudimento de um novo ser organizado e primeiro produto do encontro dos dois sexos, pelos quais desenvolve a possibilidade de existência do feto.
Origem e princípio, uma imagem viva do grande mundo (O Universo), em oposição ao microcosmo (o homem).


O Ovo é resultante da composição e fecundação de óvulos, possuindo 4 partes:
A 1ª parte é a casca, que representa o útero (invólucro mítico).
A 2ª parte é a membrana interna, que representa a bolsa, placenta uterina (parede defensora).
A 3ª parte é a clara, matéria viscosa e esbranquiçada, do grupo das proteínas que representa o útero.
A 4ª parte é a gema amarela, parte intima central e globular, suscetível de reproduzir, a qual representa o feto, um novo ser esta sendo gerado, preparado para nascer e atuar no que for necessário.

O mito do ovo está presente em todas as culturas antigas, entre elas a Africana, Fenícia, Chinesa, Eslava, Polinésia, Hindu, Hebraica e demais.
A força germinal contida no ovo, esta associada à energia vital com grande desenvolvimento através de ÈSÙ, motivo pelo qual, tanto o ovo, quanto ÈSÙ desempenham uma função importantíssima no CULTO aos ÒRÌSÁ, principalmente no culto de ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, ÒSUN, YEWÀ, OYA, OBALÚWÀIYÉ.
Confirmando uma total conexão com a fertilidade, magias para o amor, purificando e quebrando forças maléficas.
A gema, sangue germinal unida à clara vamos ter nutrientes e hidratação, transformados num único ser vivo individual no interior do ovo; plagiando o mesmo processo no interior do útero, que indiscutivelmente é o mesmo processo que acontece nos nossos rituais, a mesma idéia de união do casal universal OBÀTÁLÁ e YEMOWO.
Mas no contexto do ovo acontece mais rapidamente, não existindo nenhum tipo de vínculo biológico entre a mãe e o filho, ou seja, não existe cordão umbilical.

Isto explica o poder contido no ovo por si só, o qual foi um elemento criado diretamente pelo todo poderoso OLÓDÙMARÈ, que colocou primeiramente o Ovo no mundo, logo depois surgindo dele a vida, ou seja, a ave.

Por isso, o ovo é um elemento originado diretamente pelo Criador, o símbolo mais importante que representa o poder de ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, Mãe Ancestral, que necessita intrinsecamente do poder masculino de ÒÒSÀÀLÁ, ÒRÌSÀNLÁ ou OBÀTÁLÁ, o qual faz do ovo um elemento de muito ÀSE (poder realizador).

O ovo é utilizado amplamente em vários rituais dos nossos preceitos, que depois de encantados com os OFÒ, ORÍKÌ ou GBÀDÚRÁ; tem a finalidade de neutralizar o mal, as energias negativas e purificar o ORÍ dos OMO ÒRÌSÀ KON.
Sendo um elemento de manipulação, atua como agente de purificação nos EBO entes da INICIAÇÃO dos OMO ÒRÌSÀ KON; melhora assim o ORÍ que ira receber as oferendas do EBORÍ; para que o nosso ÒRÌSÀ ORÍ que é a central de ligação entre o nosso corpo com o nosso ÒRÌSÀ ÈLÉÈDÁ esteja em perfeita harmonia; é o caminho para podermos superar os obstáculos em nossa vida, para que esta possa estar em harmonia e energeticamente positiva.

O ovo também é utilizado com a finalidade de se obter fertilidade, atrair dinheiro, produtividade nos negócios e serenidade em certas situações.

O ovo cozido é utilizado inteiro sobre os EBO ( oferendas) para os ÒRÌSÀ.

Quando cozido e esfarinhado e misturado ao EKURU também esfarinhado, é espalhado sobre o solo da casa dos ÒRÌSÀ, tendo a finalidade de agradar as ÁJÈ ( feiticeiras astrais), neutralizando as energias negativas, quando é invocado neste ritual.
As ÁJÈ, sob o domínio de ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, ÈSÚ e OBALÚWÀIYÉ, propiciarão abundancia e prosperidade para a Casa Templo.
O ovo cru quando utilizado inteiro em oferendas, tem a função de tranqüilizar e acalmar.
Por isso é comum vermos muitos ovos crus colocados nos pés de certos OJÙBÓ (assentamentos dos ÒRÌSÀ).
A finalidade será de atrair abundância e proteção, fazendo com que todos os ÒRÌSÀ compreendam perfeitamente que o EBO é uma suplica, e, dependendo da força energética e essência de cada ÒRÌSÀ, esta não só atuará no tocante a fertilidade mais também proporcionara dinheiro, sorte, saúde e desenvolvimento na vida.

Já quando quebrados diretamente na cabeça, têm a função poderosa de purificar e livrar até 80% de qualquer tipo de feitiço ou qualquer outro tipo de negatividade que esteja sobre o Orí de uma pessoa.

Quando em um EBO, ovos crus são atirados no chão ou quebrados em cima do corpo de uma pessoa, que vulgarmente este ato é chamado de descarrego; terá a finalidade fazer uma modificação nos caminhos desta, tirando as dificuldades da vida da pessoa ou qualquer força energética negativa.

Ao ser quebrado, ele revela sua riqueza e seu poder; pois no exato momento que é quebrado, o ovo não terá mais a possibilidade de germinar, ou seja, nascer algo dele, em uma substituição ou troca, que acabará com o problema que aflige a pessoa, possibilitando o fim uma situação negativa.

Por este motivo é que o ovo cru deve ser quebrado, principalmente no ORÍ dos OMO ÒRÌSÀ KON, em uma preparação do ORÍ, que logo depois irá receber os outros elementos que fazem parte para a veiculação e transmissão do poder do Àse.
Começando primeiramente pelo ÈJÈ DÚDÚ o ÀGBO, em seguida o ÈJÈ PUPA das aves ou quadrúpedes, e, finalmente o ÈJÈ FUNFUN do ÌGBÍN, colocado por cima de tudo; purificando e possibilitando a existência e a veiculação e transmissão do ÀSE.
Com a união dos três sangues primordiais, após ter sido purificada com o ovo cru, possibilita assim a pessoa a obter sorte, dinheiro, felicidade, prosperidade, saúde, tranqüilidade e paz.

Quando um ovo é quebrado em qualquer ritual, o nome das ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ é respeitosamente citado e reverenciado, porque, qualquer que seja o ovo, este lhe pertencerá, como relata vários ITAN dos Tratados de IFÁ - Corpo Literário de IFÁ

Quebrar um ovo na rua atirando ao chão pela manhã, por três ou sete dias consecutivos, chamando por ELÉGÁRA e ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ, e espargindo dendê por cima do ovo, é um simples e poderoso ritual do Culto a ÌYÁMI-ÒSÒRÓNGÁ; com a finalidade de afastar qualquer tipo de dificuldade ou prejuízo, acalmando qualquer energia desfavorável no caminho de uma pessoa.


O OVO DE PATA-PÉPÉYE

O “Ovo de pata” é o símbolo da vida e umas das proibições de Ikú.

A utilização do ovo de pata cru é essencial em certos rituais, tendo como finalidade quebrar as forças da morte, das doenças e das perdas.

Quando cozido e esfarinhado, é utilizado como agente purificador, quando é passado pelo corpo de uma pessoa em EBO de EGÚNGÚN ou ONÍLÈ.
Com casca e seco ao sol, transformado em pó, é utilizado no IGBÁ-Orí e assentamentos de ÒRÌSÀ que tenham relação com Ikú.
“Ovo de pata cru:” enfraquece a força da morte, doenças graves e perdas.
Assim, o ovo de pata pode ser utilizado nos EBO IKÚ, tirando qualquer tipo de morte, seja material, espiritual, financeira ou sentimental.


OVO DE GALINHA - ABO ADIE

Ovo de galinha cru: purifica e tranqüiliza.
Ovo de galinha cozido: tira doenças.
Ovo de galinha esfarinhado: neutraliza negatividade do ambiente, atrai prosperidade e abundância.

OVO DE CODORNA
Ovo de codorna: Neutraliza feitiços.

OVO DE GALINHA D’ ANGOLA- ETÙ
Ovo de D’ Angola: traz dinheiro, sorte, prosperidade, riqueza e sucesso nos negócios.

OVO DE POMBA-EYELÉ
Ovo de pomba: traz tranqüilidade e fertilidade.

ifá

sábado, 13 de julho de 2013

Morango







Experimente colocar na comida do ser amado uma pitada de pó de folhas secas de morango.
Ele ficará incrivelmente apaixonado.

... Mulheres grávidas devem ter sempre junto ao corpo folhas de morango para que não sintam os enjôos típicos da gravidez.

Um dos principais benefícios é a propriedade antioxidante, que combate os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento e colabora na prevenção de diversos tipos do câncer. Isso é resultado da presença de licopeno (substância que dá a cor vermelha) na fruta, que forma uma dupla com a vitamina C.

Uma das frutas mais ricas em vitamina C o morango também pode ser considerado como um verdadeiro remédio no combate ao reumatismo, pois influencia na formação e resistência dos ossos, dentes e tecidos, é muito eficiente contra infecções de garganta, fígado e sistema urinário e ainda seu consumo pode favorecer a cicatrização de ferimentos devido a seus nutrientes, tudo no morango é aproveitável, inclusive suas sementinhas, por serem consideradas fibras insolúveis ajudam e combatem nos casos de prisão de ventre, já suas folhas podem ser aproveitadas na preparação de chás, pois atuam como excelentes diuréticos, ajudando a purificar o sangue.

Máscara revitalizante e desintoxicante facial:

Ingredientes:
Morango, iogurte, aveia e mel.

Modo de preparo:
Bater com auxílio de um mixer três morangos médios, uma colher de sopa de iogurte, uma colher de sopa de aveia e uma colher de sopa de mel. Você irá obter uma mistura deliciosamente perfumada e extraordinariamente rica em nutrientes, vitaminas e polifenóis.

Aplicação:

Para aplicar limpe primeiramente a pele lavando-a com água e sabão. Em seguida, aplique a máscara em camada generosa. Deixe agir por cerca de 30 minutos e retire apenas com água gelada. Este procedimento pode ser feito uma vez por semana ou até diariamente no caso de se desejar um resultado de choque. Quanto maior o número de aplicações, melhores os resultados.

Vale lembrar que, devido ao fato de a vitamina C oxidar-se rapidamente, esta máscara deve ser preparada e aplicada na hora.

Para recuperar o brilho dos cabelos
Aplicação:

Para os cabelos siga a mesma receita acima, adicionando, porém, uma colher de sopa de abacate para a reposição dos lipídios naturais do cabelo. Aplique com os cabelos previamente lavados, deixando agir por 30 minutos enrolado com uma toalha, e em seguida enxágüe apenas com água. Nos cabelos, uma vez por semana é suficiente. 

SABÃO DA COSTA








gredientes para o preparo

1 kg de base glicerina da, recipiente de esmalte ou de vidro temperado (usada só para esse fim),
bastão de vidro ou colher de plástico descartável (ou uma colher de pau, desde que usada só pra isso), forma ou panela para banho-maria, formas de silicone ou fôrmas de chocolate.

Modo de Preparo

Em um recipiente de esmalte, derreta a base de glicerina em banho-maria até dissolver muito bem, junto com o corante. Não há a necessidade de mexer a base enquanto estiver no banho-maria.

Quando a base estiver totalmente diluída retire do banho-maria e com um auxílio de um bastão de vidro, mexa a base derretida, afastando a nata que irá se criando. Mexa até acabar a evaporação.

Bater no liquidificador:
1 copo de água mineral;
1 Folha de Osibata, Oriri, macassá, elevante, tapete de Osaala, Manjericão, Saião, Capeba, Alfazema, Alecrim, Peregun, Iroko, Pitanga, Colônia, Rosa Branca, Abebe e 1 colher de café de Wadji, 2 colheres de sopa de efun e 1 colher de café de Ossun.

Alguns templos umbandistas adicionam Aroeira, Arruda, Guiné, Espada de São Jorge.
Bata bem até se tornar um líquido bem escuro.
Misture á base de glicerina. Mexa bem. Coloque nas formas. Deixe endurecer.
Desenforme cuidadosamente e acerte as rebarbas. Embale o sabonete com filme plástico

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Fava


1 - Fava de Abre Caminho
2 - Bejerecum
3 - Fava de Esú
4 - Garra de Esú
5 - Fava de Obaluaye
6 - Dandá da costa
7 - Ikin
8 - Fava de Ogun
9 - Fava Tonca
10 - Fava de Jatobá
11 - Orobo
12 - Fava de Sangó - alibé
13 - Pixurin
14 - Amendoin
15 - COco de Dendê
16 - Nóz Moscada
17 - Ataré
18 - Fava de Iansã
19 - Aridan
20 - Fava de Osalá
21 - Fava de ario
22 - Fava de Osun
23 - Fava de Agué
24 - Fava de cumaru
25 - Fava de Ofá
26 - Lelecun
27 - Fava de Logun
28 - Fava de Obaluaye
29 - Fava de Ossayn
30 - Fava de Osossí
31 - Fava de Karite

LENDAS DE IKÚ - MORTE







Tudo o que nasce um dia morre; qualquer coisa, animal ou indivíduo, mais dias ou menos dias morrerá.
Se pensarmos bem, veremos que a vida e a morte são faces da mesma moeda: a existência.
Em nossa cultura ocidental em geral, ensinaram-nos a temer a morte, como se ela fosse a pior coisa que poderia nos acontecer. E, ainda desde criança, criaram em nossas mentes algumas imagens para esteriotipar a morte como a figura de alguém vestido com uma túnica longa, usando um capuz cobrindo não somente a cabeça, mas, escondendo a face que nunca aparece, por estar sempre na penumbra formada por esse capuz; ou então, uma outra figura também de túnica longa, com o rosto de uma caveira, também com a cabeça encoberta por um capuz e segurando em suas mãos um grande cajado terminado em feitio de foice; isto, para enfatizar a função do “ceifador de vidas”, de quem ninguém jamais escapará.


A história Yorùbá como sabemos, é pródiga em pequenas lendas; para tudo ou quase tudo há sempre uma historinha explicando o porque daquilo. Como não poderia deixar de ser, Ikú (a Morte), também tem suas histórias interessantes. E uma delas conta que:
Ikú, era um jovem guerreiro, forte e muito bonito. Sua beleza era tamanha que impressionava tanto às mulheres quanto aos homens.
As mulheres encantavam-se tanto com sua bela figura que onde quer que o vissem, acompanhavam-no só para poderem continuar admirando aquela criatura tão encantadora. Não podiam desviar os olhos dele.
Os homens, embora tentassem disfarçar ou não quererem admitir que estavam encantados com a beleza de Ikú, também acabavam seguindo-o. Alguns do tipo machão, diziam que seguiam-no somente por curiosidade de saber quem era e onde morava.
Só que Ikú morava no Igbó-Ikú (Floresta dos Mortos ou Floresta da Morte), de onde quem quer que fosse até lá e entrasse, jamais sairia; nunca mais seria visto, pois fora para o Igbó-Ikú.
E todo o encanto e beleza de Ikú, tinham justamente o objetivo de chamar a atenção das pessoas e atraí-las, e que inadvertidamente seguiam-no e adentravam no Igbó-Ikú, o reino dos mortos, onde, evidentemente, o rei era o próprio Ikú e de onde não é permitido a ninguém retornar, uma vez ali adentrado.


Em outra história, Ikú está ligada ao mito da criação dos seres humanos. Conta a lenda que Olódùmarè, ao decidir criar o ser humano, designou essa incumbência Òòsààlà, que teve a necessidade de obter o material adequado para aquele propósito. Pensou e achou que o melhor material para moldar os seres humanos seria amòn (o barro) formado pela mistura de terra e água. Então, Òòsààlà que fora incumbido daquela tarefa por Olódùmarè, ordenou a Èsù o mensageiro, que fosse buscar um pouco de lama para que Ele pudesse executar sua tarefa.
Como era corrente e sabido por todos, não havia nada que Èsù não pudesse realizar, e a tarefa parecia super fácil para ele. Mas, ao chegar ao local, quando Èsù meteu a mão na lama arrancando-a, Ayé (a Terra) chorou porque estavam arrancando parte dela e ela sentia muita dor com aquilo. Embora Èsù tivesse fama de mau e implacável, ficou mortificado de pena de Ayé e deixou a lama para lá. Regressou a Òòsààlà e relatou o acontecido.
Òòsààlà então chamou Ògún, este sim, guerreiro intrépido e destemido que em batalhas matava o inimigo até mesmo brincando, resolveria aquele pequeno problema. E lá se foi Ògún. Em lá chegando, quando ele retirou a lama para colocar em sua làbà (bolsa capanga), Ayé caiu em prantos lamentando-se. Ògún também ficou penalizado ora, Ayé não lhe fizera nada de mal e ele não estava zangado, e assim, não tinha ímpeto suficiente para feri-la. E também voltou a Òòsààlà para explicar o seu fracasso em cumprir sua missão.
Assim, um a um dos Òrìsà que foram incumbidos por Òòsààlà para aquela mesma missão, voltava com a mesma desculpa: ninguém foi capaz de tirar a lama de Ayé, cada qual com suas qualidades que o recomendava com a certeza do cumprimento da tarefa, mas, tudo em vão.
Foi aí que Òòsààlà chamou Ikú, deu-lhe a àpò (bolsa) e mandou-o para executar a tarefa que todos os demais Ìmolè tinham fracassado em cumprir. Então, Ikú ao chegar na terra começou a retirar a lama de Ayé, e ela chorou, mas, Ikú não se importou com o pranto dela e pegou toda a lama de que precisava e retornou a Òòsààlà com sua missão cumprida.


Então, após moldar os seres humanos, Òòsààlà plantou uma árvore para cada um, para que ela lhe suprisse o oxigênio e desse continuidade à respiração, iniciada pelo sopro divino de Olódùmarè pois, Olódùmarè o Criador Supremo, insuflou o seu hálito (èémí) para dar vida e mobilidade aos seres humanos. E disse a Ikú que, como fora ele quem retirara o material necessário para moldar os seres humanos, em qualquer época que se fizesse necessário, ele estaria também incumbido de levá-lo de volta para recolocar em seu lugar de origem, após a utilização daquele material. Por isso é, que quando chega a época da devolução daquela porção do material primordial, Ikú é quem vem buscar a pessoa para recolocá-la em seu lugar original.
Visto assim, do ponto de vista das lendas Yorùbá, Ikú (a Morte) não é aquela coisa tenebrosa que nos incutiram desde a mais tenra idade. Ikú, para os Yorùbá tradicionais é ao mesmo tempo, o fornecedor primordial e o restaurador da matéria retirada e fornecida por Ele próprio, sendo Ele assim o princípio e fim, o princípio e o fim e, e o princípio e o fim..., e assim sucessivamente, num eterno círculo, onde não há início nem final, que está sempre recomeçando.
 — em Merlo.

PERDE O DIREITO DE AXÊXÊ . TODO O INICIADO QUE SE SUICIDA . SEGUNDO AS TRADIÇÕES.








No Candomblé tem sim, regras, e se tratando a respeito de um suicida, sabemos que o mesmo perde o direito ao axexe, e desta forma é privado de se tornar um lessaegun, ou seja, ser cultuado como um ancestral do seu axé, e louvado no ypade, sendo o baba/yalorisa. E para nós, isso seria uma grande perda, pois como em toda religião entre outros propósitos um deles é a imortalidade da alma e a paz eterna.

O Candomblé como outra religião qualquer tem os seus ensinamentos, dogmas e propósitos em ensinamentos de bom viver e orientar numa vida social.
“ Para os Yorubá, e por extensão lógica, para os seguidores da religião afro brasileira de etnia nagô ou Yorubá, a moralidade, como dissemos, é fruto da religião. Não há como separá-las." O direito ao axexe no caso de um suicídio não é decisão do zelador, e sim como disse, uma regra.
Sim perde o direito de axexe sim, e não só um suicida que perde não, como também mortes provocadas por consequências de atos indignos. bom são alguns dogmas da nossa religião que para alguns não existem, mas existem. E a respeito das decisões do Ori, claro que o livre arbítrio é válido, mas não podemos esquecer que para cada ato haverá a consequência, agora se é certo ou errado, se é bom ou ruim, isso vai da capacidade de cada um em enfrentar as consequências de tais atos.
seja, dogmas, regras, fundamentos, ou o nome que seja mais confortáveis, existe sim. e não tem nada a ver com influência cristã, ao contrário. Quem quiser pesquise sobre axexe, tem antropólogos confiáveis e professores sérios que escreveram sobre este assunto, além de ter aprendido pelos meus antigos, e verá que os rituais fúnebres do povo yoruba que foi trazido para o Brasil junto com o Candomblé, com adaptações que foram necessárias, e verão o impedimento para as pessoas terem direito a um axexe, e te ser cultuado como um lesseegun.

No candomblé realmente não existe pecados, mas isso não quer dizer que podemos fazer de tudo, e que esse de tudo não irá gerar consequências. Temos a liberdade de escolha, e teremos que ter também coincidência que o tudo que podemos fazer, irá nos proporcionar um de tudo na mesma proporção e até mesmo maior. a privação ao axexe, não seria um castigo, e sim uma consequência, a pessoa vai ter o seu ritual sim, a retirado do oxo, o "carrego", entre outras coisas, mas o axexe, o ritual que nos consagra como um lesseegun, este infelizmente a pessoa que escolheu esta forma de viver, ou de morrer, perde o direito...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

kaxixi






O foco deste artigo é o exemplar da percussão afro-brasileira conhecido como Caxixi e suas conexões
com conceitos e reflexões de perspectiva etnomusicológica. Trata-se de um instrumento idiofônico,
chocalho de cesto, originário da cultura bantu, termo que remete a uma etnia pertencente à região
africana do Congo-Angola, no qual era utilizado em funções rituais e cerimoniais. O artigo analisa as
transformações ocorridas nos usos e funções deste instrumento, retirado de sua região de origem
durante o regime escravocrata e transplantado para o Brasil, onde adquire outros usos e funções,
ligados menos a práticas religiosas e mais a práticas populares. O artigo procura desvendar mistérios
que envolvem as origens da parceria entre berimbau e caxixi na capoeira, uma das expressões mais
significativas que envolvem o instrumento, responsável pela sua popularização. Porém, consultando
bibliografia especializada, chega-se a constatações que estes dois instrumentos pertencem a regiões de
origem distintas, e em tais regiões não eram parceiros, ou seja, esta união ocorreu pela primeira vez no
Brasil. A escassez de registros históricos sobre capoeira, manifestação que foi marginalizada e
proibida pelo Código Penal até meados do século XX, impede esclarecimento do contexto exato em
que ocorreu a união entre caxixi e berimbau no Brasil. Nos depoimentos de alguns mestres-capoeira
consultados, também não é possível esclarecer a questão, uma vez que o mestre-capoeira mais antigo
vivo, João Pequeno de Pastinha, tem 92 anos, ou seja, quando chegou à capoeira, o caxixi já estava
presente como parceiro do berimbau. Em seguida, o artigo procura mapear contextos onde o caxixi é
utilizado em manifestações da música popular brasileira, especificamente na cidade de Salvador,
demonstrando como um instrumento originariamente cerimonial está presente em contextos de música
popular. Ao reunir informações sobre aspectos da musicalidade do Caxixi, pretende-se enriquecer o
conhecimento e reflexão sobre a música brasileira em geral.
Palavras-chave: caxixi; cultura bantu; etnomusicologia; capoeira; Música Popular Brasileira.

OGAN


  • Tata NGanga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa.
  • Kambondos - Ogãs.
  • Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
  • Tata Kivanda ou Tata Pocó - Ogã responsável pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
  • Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas sagradas e cabaças.
  • Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de exú (de preferência um homem; as mulheres não devem exercer essa função, uma vez que mestruam, só o podendo fazer após a menopausa).
  • Xicarangoma - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão.
O ogan também tem um papel fundamental,em questão dos rituais e também para invocar a entidade,pois o Ogan é o que toca para o santo (seja orixá,preto velho,caboclo,exu, eré, pombogira, boiadeiro etc.) o ogan depois do pai de santo, babalorixá e o sacerdote, é o mais próximo entre as entidades, pois o contato que o ogan faz é através do atabaque, também podendo dizer "toque para o santo". O ogan tem que gostar do que faz, pois não é só pegar um atabaque e repicar o couro, pois ao tocar, o ogan entra em contato direto com a entidade,invocando-a no corpo do medium ao cantar. Para consagrar um ogan do terreiro ou abaça,é feito um ritual sagrado,onde deita o atabaque e o ogan,consagrando ele como o que para o santo. Normalmente é raro ter um terreiro que não tenha um ogan. "- Gosto do que faço,quando toco para o santo,vem uma paz enorme em mim, sinto meu corpo leve e uma alegria ao ver o orixá na terra dançando atraves do toque."Diz um ogan de um dos abaças de keto. A responsabilidade é muito grande para um ogan, por isso não é bom vacilar ou como diz rebelar contra a entidade, podendo gerar consequecias graves,pois o santo cobra em cima daquele filho rebelado ou seja revoltado. FONte: André de Faria soares, ogan do abaça de keto da Rainha do Candomblé.


lagbê - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de percussão, dominante do atabaque Rum, que através dele o Orixá fará sua dança e com isso comandando os atabaques Rumpi e Lê.
Ogan gibonã - Zelador da casa de exu, outro ogan de suma importância, pois seus conhecimento ajudam na firmeza da casa.
Ogan Apontado - Pessoa apontada como possível candidato a Ogan. Equivalente ao Ogan suspenso.
Ogan Suspenso - Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogan, é chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em uma cadeira e suspenso pelos Ogans da casa, significando que futuramente será confirmado e passará por todas obrigação para ser um Ogan.
Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé.

A história do atabaque

Em nossas giras de Umbanda, é muito comum se ter presente o ataba­que, um instrumento lendário e de origem afro. Esse instrumento dá ritmo e axé aos cultos, possibilitando uma melhor incorporação e dando maior energia aos trabalhos.

O atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Ori­­xás e Guias e tem uma força pode­rosa, que em uma gira faz toda a di­ferença.

Para aprendermos um pouco mais sobre o atabaque e seus funda­mentos trago algumas informações interessantes sobre o mesmo, relacio­nado aos cultos afro religiosos, dentre eles, Umbanda e Candomblé.



Segundo a Wikipédia, “O Atabaque de Origem Africana, hoje muito utili­zado nos cultos aos orixás, de  reli­giõ­es também de origem afro, “E na verdade o caminho e a ligação en­tre o homem e seus orixás, os to­ques são o código de acesso e a chave para o mundo espiritual “( Romário Itararé há 35 anos toca atabaques e instru­mentos de percussão).

Há três tipos de atabaque:  Rum, Rum­pi e o Lê. O Rum é o atabaque maior, o Rumpi seria o segundo ataba­que maior, tendo como importância responder ao atabaque Rum, e o Lê seria o terceiro atabaque onde fica o Ogã que está iniciando ou aprendiz que acompanha o Rumpi. O Rum também é usado para dobrar ou repicar o toque para que não fique um toque repetitivo. Importante saber que cada atabaque tem suas obrigações a serem feitas, pois o atabaque praticamente repre­senta um Orixá.

Existem vários tipos de toques, Angola que se toca com mão e Ketu que se toca com a varinha. Na Angola existem vários tipos de toques, onde cada toque é destinado a um Orixá, por exemplo, Congo de Ouro, Angolão que seria desti­nado a Oxossi, Ygexá que seria destinado a Oxum, etc. O mesmo acontece com Ketu, que se toca com varinha de goiabeira ou bambu, chamada aguidani.O couro também mere­ce cuidados, como passar dendê e deixar no sol para que ele, o couro, fique mais esticado e possa produzir um som melhor.

Um Ogã seria como um Tatá da Casa e na maioria das vezes seu conhecimento é quase superior a um Zelador de Santo. Para ser um Ogã não basta saber tocar, e sim, saber o fundamento da Casa, sali­entando que saber o canto na hora certa, é de gran­de importância para um Terrei­ro.

Existem também outros tipos de componentes que se usam junto com os ataba­ques, como por exemplo, o agogô, chocalho, triângulo, pandeiro, etc. Existe também o Abatá, que seria um tambor, com os dois lados com couro, que se usa muito no Rio Grande do Sul e na nação Tambor de Mina. Os tambores começaram a apa­recer nas escavações arqueológicas do período neolítico.

O tambor mais antigo foi en­contrado em uma escavação de 6.000 anos A.C. Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco. Es­tes troncos eram cobertos nas bor­das com peles de alguns répteis, e eram percutidos com as mãos, depois foram usadas peles mais resistentes e apareceram as primeiras baquetas. O tambor com duas peles veio mais tarde, assim como a variedade de tamanho.

De origem africana, o atabaque é usado em quase todos os rituais afro-brasileiros, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacio­nados e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa são empregados para evocar os Orixás.

oxum karé


“Santo Pai Google de Oxalá”


Essa frase é dita por muito zeladores para criticar o fato de seus filhos irem buscar aprender sobre orixá na internet. Eu escrevo há cinco anos em redes sociais, do Orkut ao Twitter, onde ainda sou recém-chegado, e sempre tomo o maior cuidado ao escrever e expressar minha opinião, afinal nós zeladores somos formadores de opinião.

Toda vez que faço uma pesquisa na internet, vejo que existe muita gente jogando informações absurdas sobre o Orixá e o Candomblé, o que com certeza será um problema no futuro, por isso sempre falo sobre a questão do aprendizado dentro da casa de axé, que vai te dá a base para que possa discernir o que é e o que não é condizente com a linha de raciocínio seguida por sua casa de axé. Certa vez, recebi um e-mail de um yawò que me perguntou qual era a diferença entre Bessen e Bessenha, fiquei espantado pois nunca ouvi falar sobre isso, e após uma conversa no MSN ele me relatou que leu isso na internet e que acabou chateando seu zelador, pois achava que ele não sabia sobre “bessenha – a cobra fêmea” por falta de conhecimento.

Yawòs, Egbomis e Zeladores e Zeladoras, tomem cuidado com o que escrevem, pois essa questão está virando um bicho de sete cabeças nas casas de santo. E aos pesquisadores, pensem antes de falar e agir, procurem acompanhar pessoas sérias e que tenham um passado, não acreditem em tudo que vocês leem por aí. Respeite o axé que te abraçou e mesmo que aos seus olhos, o conhecimento que seu pai ou mãe de santo tenha, seja simples, o que vale é o axé que eu lhe traz para sua vida. Pior que a escuridão da ignorância, são as trevas da ingratidão.

Muito axé e uma ótima semana!

Humildade

Bom dia leitores!

Função em pró de Oyá é sempre uma delicia, pois é quente como o fogo e leve como o vento.

E para iniciar nosso dia nada como uma reflexão:

“A HUMILDADE tem o poder de unir, agregar e abrir portas, temos que aplicá-la até mesmo para reconhecer o próprio valor e acreditar em nossa capacidade de ir adiante, de ser um VENCEDOR. Ser humilde não tem nada haver com situação financeira, se trata de uma questão de postura e está totalmente atrelada com o CARÁTER”.

Fica a dica.

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