REVISTA CARAS EM 2011

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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Pano-da-costa






O Pano-da-costa mesmo sendo uma invenção deve ter um motivo para se manter viva na cultura do Asé.
O pano-da-costa é de origem africana, também chamado de alaká, pano-de-alaká ou pano-de-cuia e compõe a indumentária da roupa do Povo do Santo. Seu uso está intimamente ligado as religiões africanas e afro-brasileiras. Sua denominação faz referência à costa africana, mais precisamente a ocidental, local de origem dos muitos produtos trazidos para o Brasil. Embora seu uso seja unissex, mas tornou-se obrigatório nos vestes feminino no candomblé do Brasil, levantando uma polêmica que seu uso não cabe nos trajes masculino, assim sendo, seu uso vem se tornando alternativo para alguns homens, principalmente os mais novos no santo e sendo somente obrigatório nos sacerdotes babalorixá, sobre o seu ombro e costas, depois que recebe este valioso apetrecho sobre a Cuia do seu Oye. O pano-da-costa, não é apenas um complemento da indumentária é a marca do sentido religioso e sobre o ombro tanto do homem como a mulher indica que a pessoa é dirigente de um terreiro. Bom Dia Meu Povo! Segue uma foto de um ícone do candomblé da Bahia, Joãozinho da Gomeia, no sentido de contrapor a ideia que o Pano-da-costa é de uso indevido pelos sacerdotes mais novos e exclusividade das sacerdotisas

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

mokãn .




Por que todo iniciado deve usar o mokãn .

O mokãn e um colar de palha da costa ( ikó ) com que em suas pontas vão
Semelhante a duas mini vassouras de palha da costa em ambas as pontas
Que TODO INICIADO ANTES DE TOMAR SUAS OBRIGAÇÕES DE ODU IJÉ
Ao adentrar um barracão de asé deve usar jamais o abandonando ou o tendo como bijuteria ou enfeite ou até uma alegoria no corpo mas o
Por que disto ?

O mokãn marca o reconhecimento para com o seu orisá
E também para com os seus esá ( ancestrais )
Nele esta contido o elo entre o atual ( presente ) o passado ancestral e o Futuro seu orisá o reconhecerá a cada uso dele feito dentro de uma casa de asé e também indica a comunidade sua condição de obrigacionado
Iniciado com menos de 7 anos tomado OBSERVAÇÕES --
O mokãn so e retirado quando se arria a obrigação de 7 anos não antes disto e nem por vontade própria .
1- não se bebe ou se fuma com ele no pescoço colar e por demais sagrado
2- não se sai a rua com ele sendo que ele deve ficar em local sagrado
3- como também não e um brinquedo para sair deixando em qualquer lugar .
4-serve de proteção com o auxílio do ecãn ( contra - egum ) na contenção de carregos eguns kiumbas e outros .....

Outra observação importante ....

a pessoa pode ter 40 anos de santo se não tomou obrigação de
1 ,3 , e 7 ou seja encerrando o ciclo deve ainda continuar usando o mokãn até ter tomado seus 7 anos .
Pois como tal não passou pelos 7 anos e yawô e deve se comportar como tal .

Povo do candomblé Babás e iyás
E dever do yawô usar
Outra observação CARGO NÃO EXIME QUE O MOCÃN SEJA APOSENTADO
como frisei no inicio do texto so após os 7 anos e que ele e retirado da vida do iniciado 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

"MO JẸ ÀKÀRÀ"





Muito se tem dito sobre a etimologia da palavra acarajé e essa definição encontrada por alguns antropólogos de que acarajé quer dizer "comer bola de fogo" é apenas uma ilação.

A palavra ACARAJÉ tem sua origem no idioma Yorùbá - ÀKÀRÀ que quer dizer bolo ou pão, simplismente. AJÉ (adjê) significa dinheiro ou comércio. Portanto, gramaticalmente falando, os adijetivos em Yorùbá vem depois dos substantivos designando qualidade. Daí ÀKÀRÀ AJÉ - ser simplismente um ÀKÀRÀ comercial, que pode ser vendido. Sendo o verbo JẸ (djé) o verbo comer, deve ser usado depois do sujeito perfazendo uma conjugação: "MO JẸ ÀKÀRÀ = Eu como àcàrà!!! Fica a dica!!! Àṣẹ gbobgo!!!

EJÀ -PEIXE




EJÀ -PEIXE
ori leja in la bu
eja ni nbori omi
iwo o maa bori isoro iwaju re

É com a cabeça que o peixe atravessa as profundezas da agua
É o peixe que supera a agua
Você vai superar todas as dificuldades que irão aparecer no seu caminho

A- OBI KOLA







A- OBI KOLA
obi ni yi o o
obi ni nbe iku
obi ni nbe arun
obi ni nbe ejo
oun naa ni nbe ota
a ba e, be gbogbo ohun buruku ile aiye

Aqui esta o Obi
O Obi que enfrenta a morte
O Obi que vence a morte
O Obi que vence as doenças
O Obi que vence as intrigas e é o mesmo que vence seus inimigos e perseguidores
E vencerá todo o mal que existe no mundo

OROGBO – OROGBO








OROGBO – OROGBO
orogbo re o
orogbo ni in eni saye
wa gbo, in l laye
ki o to lo si ibi ti gba nre
aiye o ni se e ni abiku fun awo obi re

Aqui está o Orogbo
O orogbo que traz longevidade para viver bastante
Você terá uma vida longa antes de ir para onde os anciões foram
Os seres humanos não farão de você um abiku para seus pais

Orogbo (Garcinia Kola - Amarga), Fruto quente relativo à morte, no entanto propicia
felicidade, alegria e saúde no Igbori ou como oferta a qualquer outro Orisa,
principalmente Obaluwaiye, Shango, Ogun, Egungun. No caso de Shango e os Egungun é utilizado o Orogbo em vez do obi. O orogbo ou Obi são também usados para dar forças às palavras em forma de um Afoshè que deve ser mastigado juntamente com Ataarê, esse Afoshè fornece força às palavras que saem da boca nos momentos de invocações, exaltação, orações, canções e pedidos. principal ase do orobo e pedir vida longa a todos os orisas ase oooooooo

O gim


OTI
________ OTI NI YI
OTURA LA LE MU
IRETE LARERA
ADIFA FUN ARANISAN
TI OMU IGBA OTI KAN AMU LOWO LOWO
OTI OLA LA O MA MU

Tradução

Nome da pessoa, aqui esta a bebida
Otura toma
Irete compra
Foi feita a divinação para Aranisan
Quando ele tomaria uma xícara de bebida para ser rico
Tomamos a bebida da riqueza

OTI-OLOJE

(Especificamente o Gim ou Genebra)

O gim ou genebra é uma bebida fermentada de (40 a 60%) extraída por destilação de cereais (cevada, trigo e aveia) aromatizada com os frutos do Zimbro, esta bebida é chamada no culto Yorubá de OTI-OLOJE.
Símbolo do poder fecundo dos òrìsá e ancestrais masculinos, satisfação, o qual, é representante do sêmen (sangue branco masculino), por sua alta temperatura representa também o fogo, a agitação, excitação, estimula. Quando borrifarmos o OTI-OLOJE sobre os assentamentos de qualquer òrìsá, sobre um Orí num ritual de Eborí, nos rituais de iniciação ou qualquer outro èbò sua função é propiciar satisfação à qualquer espírito que esteja à nossa volta. O OTI-OLOJE também tem o poder de despertar, chamar o àsé de uma divindade em seu sacrário, desta forma comunicamos aos Òrìsás que estamos dedicando-lhes culto e precisamos de sua força total.
O gim seco é uma das bebidas predileta de ÈSÚ e EGÙNGÚN masculino, e o gim doce é predileção de todos os outros Òrìsás.
Outras bebidas apreciadas por Èsú e todos Òrìsás é o EMÙ, ou EMÙ-ÒGURO (vinho extraído de certo tipo de palmeira), o SÈKÉTÈ (cerveja caseira de milho verde fermentado).

OBS. NÃO É ACONSELHÁVEL OFERECER CACHAÇA AO ÒRÌSÁ ÈSÚ.








eiyele: (Pombo caseiro) dado a capacidade de reproduzir, aglomerar-se, fazer seus os
ninhos, voar tranquilamente sobre muitos perigos é para proteção, amparo, longa vida,filhos, casa, dinheiro, prosperidade, união no matrimônio, boa sorte.

Igbado ou Agbado (milho),






Igbado ou Agbado (milho), por sua capacidade de nascer em qualquer lugar e a força
de crescer rapidamente, é utilizado cru em Oogun para prosperidade, sucesso financeiro, gestação, mas torrado é para paralisar estagio de doença, neutralizar paixão obsessiva com perseguição e outros sintomas mentais. Como Adimu é utilizado para agradar Ogun, Logun, Osoosi, Obaluwaiye, Oba, Oya, Onilé, etc. Não é aconselhável oferecer Agbado à Eshù, por ser um grão muito duro é compreendido como uma trava, trancando a mobilidade natural de Eshù, a não ser que use como Oogun (magia) a fim de travar ou paralisar uma situação especifica.

O PAÓ (bater palmas)




O PAÓ (bater palmas) vem como tudo dentro do rito de uma interação e respeito de energias. O paó chama à presença, invoca; louva um SER aludido ou um elemento de àse.
Como todos elementos do culto são eficazes indutores de ação, promovendo a comunicação entre o ÀIYÉ e o ÒRUN. Toda formulação de som nasce como uma síntese, como um terceiro elemento provocado pela interação ativa de dois tipos de elementos genitores: a mão ou a baqueta percutindo no couro do tambor, a vareta batendo no corpo do agogo, o pêndulo batendo no interior da campainha ÀJÁ, a palma batendo no punho. O som é conduzido por Èsù. A palavra como o som é atuante, porque é condutora do poder do àse, do hálito, da saliva, etc. O paó é louvado à tudo, principalmente Èsù (Òrìsà), o grande condutor de energias. A seqüência e quantidade faz alusão sempre ao movimento -3- uma seqüência de som repetido 3 vezes, também fazendo referência aos "9 Òrun", contido em Ìgbá-odù.

Ishù (Inhame);

I



shù (Inhame); é muito utilizado por sua capacidade de renascimento com
só um pedaço do tubérculo debaixo da terra. Quando utilizado como massa
após cozido tem a função de amolecer, placar, estabilizar, amaciar... Quando
pilado cru é utilizado para transformação de algo ou situação muito dura
ou difícil de resolver, por isso nos ritos de Orunmila, os inhames novos são
pilados crus e só depois a massa crua ou cozida é utilizada para oferecimento
a Orunmila. Quando o Ishu é utilizado após ser assado na brasa, sua função é aplacar a força agressiva de Ogun, e mais, devido carvão produzido
no preparo, possui a função de transformar a força agressiva em favorecimento....
Quando utilizado cru inteiro, sua finalidade é produzir algo, porém dependerá de outros ingredientes integrados no Ébò.

Ata iná (pimenta malagueta)






Ata iná (pimenta malagueta), por sua característica caustica 
é usada numa Oogun para ativar, esquentar, apressar, encorajar 
uma energia ou pessoa. Tem um tipo de Ata que é
ofertada em Sire à Oya e Sango quando estão incorporados em 
seus Eleguns

Ógédé (banana),







Ógédé (banana), por sua maciez, doçura e sabor agradável é muito utilizada no Ibori, e
como Adimu aos Orisa, sua finalidade de converter algo árduo em fácil, duro em
flexível, amargo em doce

ATAARE

_


___________ ATAARE RE O
ATAARE KI NDI TIRE LABO
ODINDIN NI ATATE NDI TIRE
O KO NI DI TIRE LABO
OPOLOPO OMO NI ATARE NI
WA LOMO LOPO
WA LOWO LOPO
WA NI ALAFIA LOPO
WA NI OHUN GBOGBO LOPO

Tradução

Nome da pessoa aqui esta a pimenta pra vc
Ela nao traz sementes pela metade
Vem repleta de sementes
Nada em sua vida será pela metade
A pimenta tem sempre muitas sementes
Vc terá muitos filhos
Terá muita prosperidade
Terá muita saúde
Terá muito de tudo
Como a pimenta tem muitas sementes

Cultura e Filosofia Africana-Oòkòtó





Oòkòtó é uma espécie de caracol e aparece nos motivos das esculturas e como emblema entre os que fazem parte do culto de Èsú. Ele consiste em uma concha cônica cuja base é aberta, utilizado como um pião. O òkOtó representa a história ossificada do desenvolvimento do caracol e reflete a regra segundo a qual se deu o processo de crescimento; um crescimento constante e proporcional, uma continuidade
evolutiva de rìtmo regular. O òkòtó simboliza um processo de crescimento.O òkòtó é o pião que apoiado na ponta do cone- um só pé, um único ponto de apoio- rola "espiraladamente" abrindo-se a cada revolução, mais e mais, até converter-se numa circunferência aberta para o infinito (cume oco ). É Ifá quem diz; " ò ni, òkòtó, ò ni, Agbegbe lójú bèè ló si n fi esè kan gogogo pòòyi rányinrányin
kálè" trad; Ele diz; òkòtó (pião-caracol), Ele diz; ele tem um amplo cume oco.
Assim òkòtó com uma só perna ,rola por toda a superfície do solo. Esse odù foi recitado pelo Babálawo Ifátoogun para ilustrar as múltiplas variedades de Èsú- orísírisí Èsú-- para explicar seu papel como fator de expansão e de crescimento a partir de um único Èsú_ o pé do òkòtó, Àgbá Èsú_ de cuja natureza as múltiplas unidades participam. Òkòtó ilustra não só que os Èsú, "apesar de numerosos, sua natureza e sua origem é única ", mas também ele explica o significado dinâmico, sua maneira de crescer e de se multiplicar "em espiral ". Èsú é UM multiplicado ao infinito. Em numerosos textos e cantigas encontra-se essa relação de Èsú com o número 1. Assim, numa parte do itan que ilustra esse Odù, conta-se que, quando Èsú acabou de se preparar para vir do òrun ao àiyé já que "queria abençoar aqueles que não eram numerosos na terra, e porque ele percebia claramente que as cidadezinhas se lastimavam amargamente por não crescer ", ele convocou todos os seus descendentes no òrun, "os filhos de seus filhos, de geração a geração", e os contou durante longo tempo; "eram mil e duzentos, Àgbà Èsú, ele própio, o rei de todos, acrescentou UM a seu número, o que fez 1201". Assim interpretasse que "a adição de uma unidade ao número redondo evoca a continuação... o número redondo, ao contrário,... marca uma paralização na numeração, logo, por analogia, uma paralização das relações sociais das partes, um limite.... " Essa capacidade dinâmica de Èsú que tanto permite a Sàngo lançar suas pedras de raio como a Òsányìn preparar seus remédios, esse poder neutro que permite a cada ser mobilizar e desenvolver suas funções e seus destinos, é conhecido sob o nome de Agbára. Èsú é o senhor-do-poder, Elegbára, ele é ao mesmo tempo seu controlador e sua representação. Olórun delegou esse poder a Èsú ao entregar-lhe o Àdó-iràn, a cabaça que contém a força que se propaga. O Àdó-irán constitui um de seus principais emblemas e está presente nos "assentos" e em numerosas esculturas sob a forma de uma cabaça de longo pescoço apontando para o alto que Èsú carrega em sua mão. Principio dinâmico e símbolo complexo que participa de tudo o que existe, em sua força abstrata , Èsú só precisa apontar seu àdó para transmitir a força inesgotável que tem. Èsú, como Ifá, possui um culto e sacerdotes, mas por causa de seu significado está ligado a todos os cultos dos ìrúnmolè, tanto òrisà como ancestrais, participando de todos eles. Èsú o primogênito do universo. "ORERE TI NDU ORI ELEMERE, BABÁ MI TA MI L'ORE OLA MO SIRE AGBE RODE O " . Trad; Èsú o bondoso, que se preocupa, em melhorar a qualidade de vida, de todos os seres. Oh! meu pai, me presenteie com a prosperidade, fui propagar a sua sabedoria à todas as pessoas.

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