REVISTA CARAS EM 2011

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Por que o orisá pede feitura?









_ Em primeiro lugar nenhum Orisá exige feitura. Você faz se quiser, mas existem alguns motivos para a necessidade da feitura:- pela questão da ancestralidade;- pela afinidade da pessoa com o Orisá;- o iniciando precisa da força, energia, luz, paz, saúde, axé do Orisá para que ele tenha uma vida melhor.2 - O que muda num filho de santo feito?

_ Depende. A questão da iniciação é muito íntima, mas em essência o que se espera é que a pessoa mude sua vida para melhor, saúde, conduta, comportamento etc, além de ser mais confiante, alegre, determinado,equilibrado espiritualmente, pois o orisá é vida, luz, paz,alegria, força, energia, axé!3 - Se o santo pedir feitura e o filho não atender, o que acontece?_ Para algumas pessoas nada, mas para outros tudo! Para algumas pessoas aumentam uma série de aborrecimentos, desequilíbrios, doenças, pesadelos, perturbações, obstáculos, problemas espirituais e sociais de toda ordem que podem levar ao suicídio, à loucura e, pior, a um sentimento de angústia íntima, de que está em falta com algo maior que si mesmo. Orisá é amor, força, luz, energia, axé!4 - Há prós e contras, ou apenas prós?_ Para mim existem somente prós. Para alguns, somente contras, pois vai ter que aprender aser uma pessoa melhor, pois o Orisá vai exigir isso dele.5 - O que isso acarreta em próximas vidas? Já que entregamos o ori a um orisá._ Já que entregamos o ori a um orisá...Não devemos relacionar espiritismo, umbanda com culto a Orisá,candomblé, que são coisas diferentes. Na cultura Yorubá é essencial a iniciação para que você viva melhor neste mundo e no outro.6 - Em casos específicos, como não ter problemas de saúde, ou morte em seu caminho, onde sua vida é plena de realizações e felicidade, e o orisá pede feitura assim mesmo, por que ele pede?_ O Orisá não exige feitura. Você faz se você quiser!Mas, se a pessoa está desenganada, é suicida,apresenta constantemente sérios desequilíbrios, não consegue ter uma vida saudável, tranqüila espiritualmente, não tem esperança, a luz, a força e a energia vital necessárias para buscar uma vida melhor,a iniciação poderá ser o caminho para tudo isso.7 - Porque algumas pessoas estão bem de saúde e bem de vida, “bolam”(desmaiam) sutilmente, ou só vêm descobrir por acaso num jogo de búzios ou até mesmo num ebó, que a razão disso é pq o orisá está pedindo feitura? Por exemplo:ao bolar com uma enxaqueca, uma pressão que sobe, uma alteração de leve nos batimentos cardíacos, uma tonteira..._ Bolam pq seu Ori pertence a um Orixá. A presença espiritual do orixá provoca o movimento da energia vital,o que ocasiona o desfalecimento da pessoa q ainda não passou pelos rituais de ligação com o orixá necessários para receber esta energia e manter-se de pé e bem.8 – Porque anular as “entidades” de umbanda quando fazemos o santo no candomblé?
Umbanda é a prática da caridade através das entidades ou enviados dos orixás. Candomblé é somente culto aos orixás. Não há necessidade de se anular as entidades se a pessoa, digo, o orisá quiser atuar na umbanda.Se eu quero fazer uma oferenda e sou feita na nação, vou fazer dentro do rito de nação, sem problema algum.Se eu quero tomar um passe ou receber conselhos, vou tomar um passe com um caboclo ou conversar comum preto-velho... dentro do rito de Umbanda.Fui iniciada ou coroada para o Nkisi/Òrisá Mikayá/Yemoja, há alguns anos atrás. Fui catulada no mutuê,cutilada, fiz as curas, as senzalas, usei umbigueira (contra-egun),migui/kelê, dijisa ( esteira de palhas), me banhei com as insabas/ervas dos Nkisi para afeitura, respeitei o recolhimento no roncó, as rezas, o preceito eapós um ano fiz o Ajeumde um ano de feitura. Dizem que sou Abìkunà (Abí: Vida, Ikú: morte, Ná(Nã):primeiro lugar), pelo Nagô seria "aquele que nasce em primeiro lugar não vindo de outra morte,diferentemente do Abíasé. Digo que são raros porque eles já nascem iniciadas, nascem direto da placenta do òrisa, e existem essências (qualidades) em relação a isso. Relato que sou diferente de Abiku, cujaa morte esta quase sempre ao lado se não for tratada.Yemoja deu seu jincá na aperê, deu seu orunkó (suna)no Ilê, passei por muitas coisas na roça de santo: obi, boris de (omin) água, bori de egé (sangue), ebós etc,mas uma fatalidade aconteceu: meu 1º. e ex-zelador faleceu e tive que trocar as águas. Será que eu deveria voltar a “estaca zero”, ser iniciada,nascer
feita novamente? Nkisi/Orixá só se inicia/faz/assenta uma única vez. Só se nasce uma vez! Sei que terei que passar pela navalha novamente para completar as obrigações rituais necessárias para minha evolução espiritual, mas sei também que para isso, terei que levar ou receber a mão do meu atual Zelador;que jamais me iniciaria novamente ou “tiraria” meu tempo de iniciada,independente de onde e por quem eu fui iniciada! Entretanto, tem zelador que não tem visão (nem no jogo) ou cujo nkisi/orixá não consegue confirmar quem sou eu. Ora! Este certamente não pode, não deve e jamais yemanja aceitaria sua mão. Infelizmente ainda existem zeladores/as de santo, irmãos, amigos e simpatizantes do candomblé que desvalorizam e desrespeitam a navalha e a coroa dos outros. Eu respeito totalmente meu atual zelador (e todos os meus irmãos de fé), pois ele respeita da mesma forma a navalha que um dia me iniciou. De acordo com a ancestralidade, a determinação e revelação do jogo, pode-se saber da necessidade da pessoa ser totalmente raspada ou somente coroada e adoxada

Onilé










Onilé é um Orixá que representa a base de toda a vida, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte, se caracteriza por ser o princípio e representação coletiva dos elegun e Egungun. é o primeiro a receber as oferendas e a ser evocado nos ritos dos sacrifícios. Todo terreiro possui o acento de Onilé, um deles pode ser observado no centro do Barracão de (candomblé), denominado como o fundamento da casa ou simplesmente Axé da casa, onde todos sabiamente reverenciam este local. Também chamado pelo "Povo de santo" de Oluaye, Aiyê, Ilê e Sakpatá.

Em algumas tradições, Onilé é uma divindade feminina, representa a Mãe Terra (onde acolhe os ancestrais), Egungun. Conta-se que quando Olorum reuniu os orixás para dividir o poder sobre a criação entre eles, uma de suas filhas, Onilé, escondeu-se sob a terra. E acabou ganhando por este motivo poder e autoridade sobre ela. A primeira parte de todos os sacrifícios de (Ejé) sangue é sempre derramada sobre a terra, independente de para qual entidade ou divindade seja o sacrifício, este gesto é uma forma de lembrar e reconhecer o poder de Onilé. Tudo vem da terra e a ela retorna.
Cultuada em terreiros da Bahia e em candomblés africanizados, a Mãe Terra desperta curiosidade e interesse entre os seguidores dos orixás, sobretudo entre aqueles que compõem os seguimentos mais intelectualizados da religião. Onilé é assentada num montículo de terra vermelha e acredita-se que guarda o planeta e tudo que há sobre ele, protegendo o mundo em que vivemos e possibilitando a própria vida. Na África, também é chamada Aiê e Ilê, recebendo em sacrifício galinhas, caracóis e tartarugas (Abimbola, 1977: 111). Onilé, isto é, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la. Para muitos seguidores da religião dos orixás, interessados em recuperar a relação orixá-natureza, o culto de Onilé representaria, assim, a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo
Quando os orixás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olodumare comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa, com muita música e dança ao ritmo dos atabaques.

Onilé não se sentia bem no meio dos outros.

Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem:

haveria uma grande reunião no palácio e os orixás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança.

Cada orixá que chegava ao palácio de Olodumare provocava um clamor de admiração,que se ouvia por todas as terras existentes.

Os orixás encantaram o mundo com suas vestes.

Menos Onilé.

Quando todos os orixás haviam chegado,

Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente,sentados em esteiras dispostas ao redor do trono.

Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles,mas nem sabia como começar a distribuição.

Então disse Olodumare que os próprios filhos,ao escolherem o que achavam o melhor da natureza,para com aquela riqueza se apresentar perante o pai,eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo.

Deu a cada orixá um pedaço do mundo,uma parte da natureza, um governo particular.

Dividiu de acordo com o gosto de cada um.

E disse que a partir de então cada um seria o donoe governador daquela parte da natureza.

Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao orixá que a possuísse.

Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do orixá.

Os orixás, que tudo ouviram em silêncio, começaram a gritar e a dançar de alegria,fazendo um grande alarido na corte.

Olodumare pediu silêncio,ainda não havia terminado.

Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições.

Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra,o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos orixás.

Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra.

Quem seria? perguntavam-se todos?

"Onilé", respondeu Olodumare.

"Onilé?" todos se espantaram.

Como, se ela nem sequer viera à grande reunião?

Nenhum dos presentes a vira até então.

Nenhum sequer notara sua ausência.

"Pois Onilé está entre nós", disse Olodumare

e mandou que todos olhassem no fundo da cova,

onde se abrigava, vestida de terra, a discreta e recatada filha.

Ali estava Onilé, em sua roupa de terra.

Onilé, a que também foi chamada de Ilê, a casa, o planeta.

Olodumare disse que cada um que habitava a Terra

pagasse tributo a Onilé,

pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa.

A humanidade não sobreviveria sem Onilé.

Afinal, onde ficava cada uma das riquezas

que Olodumare partilhara com filhos orixás?

"Tudo está na Terra", disse Olodumare.

"O mar e os rios, o ferro e o ouro,

Os animais e as plantas, tudo", continuou.

"Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris,

tudo existe porque a Terra existe,

assim como as coisas criadas para controlar os homens

e os outros seres vivos que habitam o planeta,

como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte".

Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé,

foi a sentença final de Olodumare.

Onilé, orixá da Terra, receberia mais presentes que os outros,

pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos,

pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem.

Onilé, também chamada Aiê, a Terra, deveria ser propiciada sempre,

para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído.

Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare.

Todos os orixás aclamaram Onilé.

Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.

E então Olodumare retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos orixás

terça-feira, 24 de junho de 2014

Qualidades de Xangô








F alar em qualidades de Xangô implica falar sobre a dinastia Ifé/Oyó. Ou seja, Cada “passagem” do orixá na transição do poder da cidade de Oyó, onde ele foi o quarto governante, desde sua partida de Ifé, terra de Oxalufã, até seu apogeu no trono de Oyó, terra de seu pai Oraniã. Sendo assim, vale ressaltar que estamos falando não apenas do Orixá Xangô, mas, bem como, toda sua família que, aqui no Brasil, são cultuados como qualidades deste orixá. Portanto, antes de cada qualidade, iremos, sempre, sobrepor a palavra irorubá Obá, que significa Rei.

Qualidades:

Obá Afonjá –

Afonjá, o Bale (governante) da cidade de Ìlorin. Era o ARE-ONA-KAKA-N-FO, ou seja, líder do exército providencial do império. Afonjá é o Xangô da casa real de Oyó. Nesse avatar, é aquele que está sempre em disputa com Ogum. Ora o amor da mãe, Iyemanjá, Ora, disputando os romances por Oyá e Oxum.
É o patrono de um dos terreiros mais antigos do Brasil, o Ilê Axé Opô Afonjá – Assim, contam os mais antigos, que este seria, miticamente, o primeiro Orixá a ser cultuado em nosso país.
Afonjá é jovem, porém maduro. Sábio, feiticeiro, de espírito libertino, galante, obstinado. Muito orgulhoso, jamais perdoa um inimigo, tornando-se violento. Adora um peleja.
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Alafim – É o dono do palácio real de Oyó. É Jovem, guerreiro, ligado à Oxaguian. Veste-se de Branco com detalhes vermelhos.

Obá Kossô – Jovem, nesse momento, Xangô casa-se com Òbá e funda a cidade de Kossô, nos arredores de Oyó. Tornando-se o Rei de Kossô. Veste-se de vermelho e branco. Chamado, erroneamente, aqui no Brasil, de Obô Kossô, este perde esse título para Ayrá. (ver postagens de Ayrá).
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Obá Lubê – Neste momento, Xangô destrona seu irmão Dadá-Ajaká e assume o reino de Oyó - Neste caminho, Xangô consolida a “trigamia” com Oyá, Òbá e Oxum. Portanto tem fundamento com as três orixás; veste-se de vermelho e branco.
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Obá Irù ou Barù – É o apogeu do império de Xangô, em Oyó. Nesse momento ele cria o culto à Egungun ( ou sociedade Egungun), afim de, exaltar seus ancestrais e afugentar os espíritos dos mortos, já que este orixá possui aversão à morte. É o senhor absoluto dos raios, trovões e do fogo em todas as suas formas. É nesse caminho, que Xangô acaba por destruir a capital do reino, em crise de cólera, depois, arrependido, se suicida, adentrando na terra. Daí o nome – Obá Irú – “Rei sepultado”.
É nesta passagem que, Oyá ao saber da morte do amado, implora a Olurun que o transforme em orixá, vencendo à morte. Portanto, os fundamentos de Obá Irù, sempre , terão ligação estreita com as Oyás, especialmente as Igbales. Nesta qualidade, veste-se marrom e branco, ou apenas branco, possuindo também fundamentos com Oxalufã.
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Obá Ajaká – Também conhecido como Bayaniyn (o pai me escolheu), Seria o irmão mais velho de Xangô, por ele destronado. Por ser o filho mais velho de Oraniã, o trono de Oyó é dele, por direito. É jovem, veste-se de vermelho e branco, ou marrom e branco.
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Airanã – É a personificação do próprio fogo.
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Obá Orugã – Filho de Oraniã com Iyemanjá violentou a própria mãe, na ausência do pai. Este é o orixá senhor do sol. Veste-se de vermelho alaranjado.
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Agodô – Velho, rege os trovões e os tremores de terra. Veste-se de marrom e branco, ou apenas branco. Tem fundamentos com Oyá, Oxum e Iyemanjá.
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Oraniã – O patriarca. Pai de Xangô, foi ele quem fundou a cidade de Oyó. É jovem, guerreiro e muito poderoso. Veste-se de vermelho. Suas ferramentas são douradas, possui fundamentos com Oxalufã e Iemanjá.
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Olookè – Velho, pertence a família de Xangô. È o dono das montanhas, veste-se de branco com detalhes marrons... As vezes é confundido com Agodô, mas não é o mesmo. Possui fundamentos com Ewá, o horizonte.

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Alufãn - É idêntico a um Airá, veste-se de branco também. Possui fundamentos com Oxalufãn. Suas ferramentas são prateadas.

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Obain – Jovem, veste-se de marrom, ligado à Oyá. Também possui fundamentos com Exú.
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Oranfé – É o justiceiro, reto e impiedoso. Mora na cidade de Ifé – Terra de Oxalá. Tem fundamentos com Oxaguian – veste-se de vermelho e branco. É Jovem.

Fundamentos de Ayrá – Um Orixá Funfun

Airá era um orixá do fundamento de Xangô. Airá era um dos servos de confiança de Xangô e, seguindo a mitologia, Airá tentou instaurar um atrito entre Oxalá e Xangô, graças a isso, Airá, deve ser tratado de forma diferente de Xangô e seu assentamento deve ficar na casa de Oxalá. Por essa rivalidade com Xangô, não se deve coloca-los juntos, jamais, na mesma casa, nem por os assentamentos de Airá sobre o pilão, pois isso provoca a ira de Xangô. Sua cor é o branco e seus ornamentos são prateados.

Airá é um orixá da família dos raios mas, é relacionado com o vento. Seu nome pode ser traduzido como redemoinho. Redemoinho é o encontro dos ventos, assemelha-se a um furacão. Airá pode ser reverenciado como o encontro dos ventos.

Pouco se sabe sobre o surgimento ou nascimento de Ayrá, por esta razão, muitos atribuem sua filiação à Iyemanjá e Oraniã, assim como Xangô e Aganjú. No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá é visto como uma face mais pacífica e amena de Xangô.

Ao contrário de Xangô, Airá não é rei, nem possui o caráter, punitivo e colérico. Este caráter mais ameno, pode ser evidenciado numa das cantigas que diz:
“ A chuva de Ayrá apenas limpa e faz barulho como um tambor...”

Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá a estabelece e possui uma ação muito mais direta em sua imposição. Airá pode ser enquadrado como um sentinela de Oxalufã, e seria ele, Airá, quem estabelece sua vontade.

Apesar de Airá ser considerado por muitos uma qualidade de Xangô, não é. Airá era, como contam alguns itans, um dos súditos de Xangô, talvez um dos seus escravos, que, a pedido do rei, acompanhou Obatalá até seu reino, após este ter sido liberto do calabouço no qual fora prisioneiro, por engano, de Xangô. Obatalá, fragilizado e sem forças para caminhar, é carregado nas costas, por Airá, durante vários dias. A noite, Airá ascendia um fogueira para aquecer Obatalá e contava-lhe histórias. Ao final dessa trajetória, Obatalá, determinou que Airá o acompanhasse para sempre, dando-lhe status de orixá. Desde então, Airá, tornou-se um orixá Funfun, que veste o branco e não aceita dendê. A fogueira, comemorada por muitos terreiros, no mês de junho de cada ano, é dedicada à Airá, onde ele canta e dança, acompanhado por Oyá, sobre as brasas.

Três caminhos de Airá são mais conhecidos: Igbonã, Intilé e Adjá Osì; sendo o primeiro ligado à Xangô, tendo a fogueira como símbolo.

Ayrá é o verdadeiro Obá Kossô, tendo ganhado esse posto em certa ocasião, quando Xangô o pede para buscar a coroa que estava guardado na casa dos mortos, por Oyá, que temia por seu amado ocupar o trono de Kossô. Para entrar na casa dos mortos, Airá, utiliza-se do Ajerê, que consistia em uma vasilha com bolas de algodão embebidas no dendê, em chamas, que Airá tirava uma a uma, colocando-as na boca, com isso ele conseguia enxergar o Adê Baiyani, que era o nome desta coroa. Ela só podia ser carregada na cabeça, e ela escolhia em que cabeça queria ficar. Airá após levar Adê Baiyani até Xangô, este não consegue suportá-la na sobre sua cabeça, e a devolve a Airá, neste momento o povo de Kossô ovaciona Airá como o novo rei. Cantando:

“Obá Kossô Ayrá ê!
Ayrá Inan!
Obá Kossô Ayrá ê!
Ayrá Inan!”

Títulos de Ayrá

Ayrá Intilé – Veste branco, ligado a Iyemanjá Soba e Oxum Karé. É rebelde, segundo os mitos, foi ele quem provocou a quizila entre Obatalá e Xangô. Por ser um filho rebelde, Oxalá retirou de seu pescoço o colar de contas vermelhas e o transformou com contas alternadas em vermelho e branco, assim toda a terra saberia que Intilé era seu filho.
Os filhos de Intilé são altivos, prepotentes, equilibrados, sábios, serveros, moralistas e galantes.

Ayrá Igbonã – É considerado o Pai do fogo. Ele que carregou Obatalá nas costas, e ascendia a fogueira para aquecê-lo. Seus filhos são de espírito jovem, intolerante, brincalhões, alegres e gostam de dançar. Veste branco.

Ayrá Adja Osì – É o eterno companheiro de Oxaguiã, aprendeu a lutar com ele. Veste o branco. Seus filhos são jovens, batalhadores, guerreiros, persistentes, mas, às vezes, deixam-se enganar pela impetuosidade. São calmos, amorosos, alegres, sentimentais, delicados e sensíveis.

Modè ou Mòfé ou Alàmodé – É um título de Ayrá. Considerado o pai das águas quentes, pouco difundido nos terreiros. Vem acompanhado de Oxum Iypondá. Conta o mito que Modé vestiu-se de Oxum para ser confundido durante uma busca para prendê-lo. Sendo assim, geralmente ele é cultuado como uma Iyagbá, seus animais são fêmeas e seus filhos, geralmente, mais delicados e ardilosos, que choram com facilidade para chegarem onde querem.

Lojó – Outro título de Ayrá, faz referencia à chuva acompanhada de vento.

Óbómim/ Bómim/ Ygbómim – Mais um título de Ayrá. É bom, conselheiro, dono da verdade, reina nas águas junto com Oxum, foi ele quem Oxalá transformou em seu primeiro ministro. Não faz nada sem consultar Oxalá.

Curiosidades:

No Brasil, normalmente confundido e cultuado como uma qualidade de Xangô, Ayrá, portanto, deve ser considerado como uma divindade individual. Ayrá não é de origem Iyorubà, seu culto está restrito à região de Savé, em território Jeje, talvez por essa razão seu culto não tenham ganho expressividade, já que nesta região da áfrica os cultos predominantes são voltados à Oxumaré, Obaluayê e Nanã. Não se sabe ao certo sobre sua ascendência, por isso Ayrá é considerado como filho de Iyemanjá e Oraniã, assim como Xangô e Aganjú.

Em contexto Geral, Ayrá é considerado como um orixá Funfun, ou seja, orixá que veste o branco. É considerado uma divindade de caráter passivo, seus fundamentos são relacionados a água e o ar, mas no Brasil, foi atribuído também a esta divindade o elemento fogo, isso devido a sua associação com Xangô. Ayrá possui uma ligação muito mais forte com Oxalá que do que com Xangô e, na verdade, tudo que for oferecido a ele, não deve conter sal, dendê e, jamais, deve ter seus assentamentos junto com Xangô e, também, sobre o pilão. Isso acarreta em quizila entre os dois orixás. Suas comidas votivas, em vez de dendê, é usado banha de ori africana. Come Ebô, Ejá e Quiabo.

Observação: No Brasil, devido aos festejos de São João, criou-se uma tradição de se ascender uma fogueira em homenagem a Xangô e Ayrá. Na realidade esse ato não existe na África. A cerimônia que ocorre na áfrica é o Jerê de Xangô, cerimônia em que o iniciado de Xangô em Oyó (nação), carrega um jarro com inúmeros orifícios, carregado com fogo sobre sua cabeça. Também, neste ato, pode ser acompanhado por Oyá Kará, que também carrega o Jerê na cabeça.

Aganjú não é um Xangô. Mas foi incluso aos cultos do candomblé, QUE É BRASILEIRO, como uma qualidade de Xangô. Ele é o orixá dos vulcões e montanhas e, é um orixá presente na criação da terra. Orixá da terra inculta, Aganjú é o orixá dos vulcões. O senhor das cavernas, o Barqueiro divino.

Aganjú é um doador de força e da saúde. É o transportador da carga (os ombros e as costas pertencem a ele), é o defensor dos menos favorecidos, oprimidos e escravizados. Aganjú fornece acesso ao desconhecido, as profundezas no qual o mundo foi e é criado, (Okum –“A obscuridade”, o reino de Olokum).

Aganjú é o governante que propicia acesso a todas as áreas inexploradas, inacessíveis. Ele, propicia, também, acesso a climas hostis e potencialmente hostis à existência humana, como o deserto, floresta, Ártico, Antártico, a altura das montanhas, grutas, cavernas, abismos, minas e etc. Aganjú pode ser traduzido como: Agan= estéril ; Ju= deserto, ou mais precisamente como local inexplorado, desabitado, desconhecido.

Aganjú se encontra nas profundezas da terra, dos oceanos, nas profundezas do espaço, na energia que ainda não foi explorada, na compreensão da mente e da emoção. Aganjú é o guardião, o canal através do qual, profundidades inexplicáveis das emoções, humanas, são vividas e expressadas. Medos paralisantes são do âmbito de Aganjú, é através dele que aprendemos a suprir nossos medos. Quentes emoções, perigosas, mortal, incontroláveis é Aganjú.

Aganjú tem uma estreita ligação com Oxum. Eles estão ligados de diversos modos: pela emoção, Aganjú é a emoção em sua forma bruta, a profundidade da emoção. Encarnação grosseira, rude. Em quanto Oxum, é a profundidade da emoção e sua forma suave, em sua forma comovente, doce. Amargo e doce. Aganjú explora, supera e vence o rio à cima. Em quanto Oxum, promove o comercio e as relações, pelos mesmos meios. Aganjú supera os obstáculos para ver o que está do outro lado. Oxum, planta a cultura e traz a luz da civilização. Aganjú é o proprietário do rio e o deu para Oxum.

Aganjú é a abertura de novas possibilidades, o inesperado. É, também, todas as riquezas do mundo. Aganjú é o desafio, a luta do impedir, do desejo que leva a superá-los. Aganjú é primordial. O homem do fogo de todos os tipos, o sol e outras estrelas e cometas. Um dos nomes de Aganjú é Iyrawo, que pode ser traduzido como uma estrela. O fogo nas entranhas da terra, geotérmicas, fontes termais. Os vulcões (Oke onine – Montanhas de fogo), são um símbolo importante de Aganjú.

Os mitos descrevem Aganjú como as câmaras de Magma, na crosta interior da terra. De acordo com a criação do mundo, segundo os mitos , Obatalá, o céu, com sua esposa, Oduduwá, a terra; nasceram dois filhos: Aganjú, a terra firme e rochosa, e Iyemanjá, as águas. Da união com Aganjú, Iyemanjá deu a luz a Orungã, o ar, o espaço entre a terra e o céu.

Outro mito o aponta como filho de Sogba, sendo o rei de Ijesà (Ijexá), foi esse orixá que casou com Oxum. No Brasil, Aganjú é, ou Xangô Aganjú, considerado uma qualidade de Xangô, sendo o dono das leis, da escrita, padroeiro dos intelectuais, em contraste com Xangô Agodô ( o mais velho) que é, principalmente, o orixá do equilíbrio e da justiça.

Aganjú, sendo cultuado como qualidade de Xangô, veste-se como o rei, e tem seus fundamentos como o soberano de Oyó, come carneiro. Porém, se cultuado como um orixá independente, Aganjú, possui fundamentos com Ogum, veste-se de Azul com vermelho, come bode castrado, carrega na mão um Oxé e na outra uma espada. Come amalá com gotas de dendê e azeite doce, Ajebô normal. Primeiro se dá comida à Xangô, depois à Ogum.

Aganjú - Mais uma versão

Obá Aganjú

Obá Aganjú, o sexto alafim ou rei de Oyó. Como Xangô não deixou descendentes diretos, já que seus filhos foram todos mortos graças a sua experiência fatídica que ele mesmo promoveu. Aganjú, filho de Ajaká, subiu ao trono de Oyó sem qualquer tipo de disputa.

O reinado dele se mostrou longo e muito próspero. Ele possuía uma habilidade para domesticar animais selvagens e repteis venenosos, alguns dos quais podiam ser vistos rastejando sobre seu corpo. Ele também possuía em seu palácio um leopardo dócil.

Com um bom gosto apurado, embelezou seu palácio acrescentando praças na parte da frente e de traz, com filas de postes de bronze. Ele que deu o costume de decorar o palácio com tapeçarias.

Perto do fim de seu reinado, travou guerra com um homônimo seu: Aganjú Onisambô. Por recusar-lhe a mão de sua filha Iyayun. Nesta guerra, quatro chefes foram capturados, ao saber, Onisambô, concentiu a mão de Iyayun a Aganjú, à força.
Mas seu reinado foi ofuscado por um grande problema familiar que se transformou em tragédia. Lubegò, seu único filho, foi descoberto mantendo relações ilícitas com Iyayun, por conta disso, muitos príncipes e pessoas comuns perderam a vida. Aganju, enfurecido, sentenciou o filho com a pena máxima, a morte. Após, entristecido, Aganjú morreu, não muito tempo depois, mesmo antes do nascimento de um sucessor para o trono.

Mas Iyayun carregava, em seu ventre, um filho de Lubegò, a única esperança de um sucessor direto para o trono de Oyó. Em consequência disso, eram oferecidos no tumulo de Aganjú, oferendas para que ele deixasse que Iyayun pudesse dar a luz ao herdeiro, e, assim, sua dinastia não acabaria. Aganju, então, assim o fez, permitiu que Iyayun concebesse o filho de Lubegò, seu neto. Sendo assim, a criança foi chamada de Kori, e até ter idade para assumir o trono do Pai/Avô, Iyayun governou o reino como um homem.

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No Brasil, Aganjú é cultuado como uma qualidade de Xangô, mas, segundo esse mito, ele seria seu sobrinho. E assim, mais um rei se torna Orixá, inspirando as multiformes de Deuses da Justiça.
oloje iku ike obarainan

Por que Xangô come carneiro??

  








Sim, Xàngó Olufiran come carneiro. Ele passou a comer carneiro após o seu retorno do reino de Ikú, pois ele havia se suicidado. Após um pacto feito entre Ikú e Ìyá Odù, foi permitido que Sàngó voltasse à vida, pois o mundo se tornaria o caos e nada iria evoluir sem a presença de xàngô.
O carneiro até então era servido como oferenda somente aos Egún em suas diversas formas.
Xàngô voltou da morte após comer juntamente com Alápalá o carneiro que lhe fora oferecido, para que este tivesse força para atravessar o reino de Ikú e voltar à vida em forma de espírito, onde até hoje se manifesta em seus filhos.
E dessa forma o rei xango somente come o curi agbô (carneiro)

Um dia Xangô passeava a cavalo.
Avistou um palácio e disse:
“Eu vou pra lá”.
Quando chegou, quis saber do porteiro quem era o dono.
“É de Oiá”, respondeu o porteiro.
E Xangô disse: “Eu quero falar com ela”
O porteiro respondeu que era impossível.
“Mas eu quero falar com ela”, insistiu Xangô.
Então o porteiro foi até Iansã
e contou que lá fora um cavaleiro, um rei, queria vê-la.
Iansã chamou Xangô para dentro,
mas, quando ele fez referência na frente dela,
Iansã imediatamente sentiu o cheiro de carneiro.
Então Xangô perguntou se ela queria ser sua esposa.
Iansã perguntou de que lugar ele vinha
e quis saber qual era a comida que ele comia.
“Curi agbô. Carneiro”, respondeu Xangô.
“Não, eu não quero me casar contigo
porque comes isso que eu detesto.”
Mas Iansã acabou por concordar com o casamento
desde que fosse mantida uma restrição:
toda vez que ele quisesse comer carneiro,
que ele voltasse para sua terra
e por lá ficasse por três meses, antes de regressar.
Xangô aceitou a proposta e eles se casaram.
Casaram-se mas não vivem juntos.
Essa é a razão por que Oxum é concubina de Xangô
oloje iku ike obarainan

AYRA e suas qualidades








Airá era um Orixá no fundamento de Xangô, Airá era considerado um de seus servos de confiança e segundo uma de suas lendas, Airá, tentou instaurar um atrito entre Oxalá e Xangô, graças a isso Airá deve ser tratado de forma diferente de Xangô e seu assentamento deve ficar na casa de Oxalá. Por essa rivalidade com Xangô, não se deve coloca-los juntos jamais na mesma casa nem podendo Airá ser posto em cima do pilão de duas bocas, pois provoca a ira de Xangô. Sua cor é o branco e seus ornamentos são prateados.

Airá é um Orixá relacionado a família do raio mas é relacionado ao vento, seu nome pode ser traduzido como redemoinho. Redemoinho é o fenômeno que mais se assemelha a um furacão em território Africano. Airá então pode ser louvado como a divindade que rege o encontro dos ventos.
Em território africano, não existe registro ou relatos de pessoas regidas ou iniciadas para ele, onde ele é cultuado, o culto predominante é o de Nanã e de Obaluaiê, já que Savé é uma região que fica em território Jeje.
Pouco se sabe sobre o nascimento ou surgimento de Airá e por esta razão muitos atribuem sua filiação à Iemanjá e a Oraniã, assim como Xangô e Aganjú.
No Brasil, Airá é visto, erroneamente, como uma qualidade de Xangô. Airá é visto como uma face mais amena e pacífica de Xangô. Hoje, com a falta de conhecimento, muitos zeladores preferem iniciar uma pessoas de Airá do que de Xangô, na realidade está cada vez mais difícil encontrarmos filhos de Xangô, em sua grande maioria, os filhos de Xangô estão sendo iniciados em outros Orixás.
Ao contrário de Xangô, Airá não é um Orixá rei nem possui o carácter, punitivo e colérico. Este caráter mais ameno, pode ser evidenciado em uma de suas cantigas que diz:
"A chuva de Airá apenas limpa e faz barulho como um tambor".
Airá zela pela paz e pela justiça de forma incondicional, ao contrário de Oxalá que representa a paz, Airá a estabelece e possui uma ação muito mais direta em sua imposição, Airá pode ser qualificado como um sentinela de Oxalá, ou melhor, de Oxalufã e seria ele, Airá, quem estabelece sua vontade.
Apesar de Ayra ser considerado por muitos como uma qualidade ou caminho de Sango, não é. Ayra era, como contam alguns itans, um dos súditos de Sango, talvez um de seus escravos, que a pedido do rei, acompanhou Obatala até sua casa após uma visita às terras de Sango. Obatala, apreciando muito a companhia de Ayra, requisitou que ficasse para sempre com ele. Ayra passa a viver com Obatala se adaptando aos gostos do Pai. Diferentemente de Sango, Ayra não come azeite de dende e veste-se totalmente de branco. Três caminhos de Ayra são conhecidos, Igbona, Intile e Adja Osi, sendo o primeiro mais ligado a Sango e tem como símbolo as fogueiras.
Ayra é o verdadeiro Oba Koso, tendo ganhado este posto em certa ocasião, quando Sango o pede para buscar a coroa que estava guardada na casa dos mortos por Oya, que temia por seu amado em ocupar o trono de Koso. Para entrar na casa dos mortos, Ayra se utiliza do Agere, que consistia em uma vasilha contendo bolas de algodão embebidas com dendê em chamas que Ayra tirava uma a uma e as colocava na boca, com isso ele conseguia enxergar e localizar Ade Baiyani, que era o nome desta coroa, ela só podia ser carregada sobre a cabeça, e ela escolhia em que cabeça queria ficar, Ayra após levar Ade Baiyani até Sango, este não consegue suporta-la sobre sua cabeça, e a devolve a Ayra, neste momento o povo de Koso ovaciona Ayra como o novo rei. Cantando:

Oba Koso Ayra e
Ayra inan
Oba Koso Ayra e
Ayra inan

Títulos de Airá
Intilè - veste branco e é ligado a Yemanja Sobà e Osun Karé. Foi ele quem carregou Oxàlúfan nos ombros e tentou coloca-lo contra Xàngó , dizendo que ele teria passado os sete anos na prisão por culpa de seu filho, Xàngó. Por isto existe uma kizila entre Ayrà e Xàngó , não podendo Ayrà ser posto em cima do pilão , pois provoca a ira de Oxàlúfan. Come com Exù. É o filho rebelde de Obatalá. Ayrá Intilé foi um filho muito difícil, causando dissabores a Obatalá.
Um dia, Obatalá juntou-se a Oduduwa e ambos decidiram pregar uma reprimenda em Intilé. Estava Intilé na casa de uma de suas amantes, quando os dois velhos passaram à porta e levaram seu cavalo branco.

Ayrá Intilé percebeu o roubo e sabedor que dois velhos o haviam levado seu cavalo predileto, saiu no encalço. Na perseguição gritava e esbravejava quando encontrou Obatalá. O velho não se fez de rogado, gritou com Intilé, exigindo que se prostrasse diante dele e pedisse sua benção. Pela primeira vez Airá Intilé havia se submetido a alguém. Airá tinha sempre ao pescoço colares de contas vermelhas. Foi então que Obatalá desfez os colares de Airá Intilé e alternou as contas encarnadas com as contas brancas de seus próprios colares.
Obatalá entregou a Intilé seu novo colar, vermelho e branco. Daquele dia em diante, toda terra saberia que ele era seu filho. E para terminar o mito, Obatalá fez com que Airá Intilé o levasse de volta a seu palácio pelo rio, carregando-o em suas costas. Neste caminho apresenta características que dá a seus filhos um ar altivo e de sabedoria, prepotente, equilibrado, intelectual, severo, moralista, decidido.

AYRA Igbóna - É um título de Airá que significa floresta de fogo, faz referência ao ato da fogueira em que Airà a acendia em reverência a Xangô. É considerado o pai do fogo, tanto que na maioria dos terreiros, no mês de junho de cada ano, acontece a fogueira de Airá, rito em que Ibonã dança acompanhado de Iansã, pisando as brasas incandescentes. Conta o mito que Ibonã foi criado por Dadá, que o mimava em tudo o que podia. Não havia um só desejo de Ibonã que Dadá não realizasse. Um dia Dadá surpreendeu Ibonã brincando com as brasas do fogão, que não lhe causavam nenhum dano. Desde então, em todas as festas do povoado, lá estava Airá Ibonã, sempre acompanhado de Iansã, dançando e cantando sobre as brasas escaldantes das fogueiras. Neste caminho apresenta características onde seus filhos têm espírito jovem, perigoso, violento, intolerante, mas são brincalhões, alegres, gostam de dançar e cantar.

AYRA Adjàosì - É o eterno companheiro de Oxaguiã. Um dia, passando Oxaguiã pelas terras onde vivia Airá Osi, despertou no jovem grande entusiasmo por seu porte de guerreiro e vencedor de batalhas. Sem que Oxaguiã se desse conta, Airá trocou suas vestes vermelhas pelas brancas dos guerreiros de Oxaguiã, misturando-se aos soldados do rei de Ejibô. No caminho encontraram inimigos ao que Osi, medroso que era, escondeu-se atrás de uma grande pedra. Oxaguiã observava a disputa do alto de um monte, esperando o momento certo de entrar nela, mas, para sua surpresa, percebeu que um de seus soldados estava de cócoras, escondido atrás da pedra. Sorrateiramente Oxaguiã interpelou seu soldado e para sua surpresa deparou-se com Airá que chorava de medo, implorando seu perdão, por haver enganado o grande guerreiro branco. Oxaguiã, por sua bondade e sabedoria, compadeceu-se de Airá Osi. No entanto, como punição pela mentira de Airá, decidiu que naquele mesmo dia o jovem voltaria à sua terra natal vestindo-se de branco e nunca mais usaria o escarlate, devendo dedicar-se a arte da guerra para poder seguir com ele em suas eternas batalhas. Seus filhos são considerados jovens guerreiros, lutam pelo que querem, mas as vezes deixam-se enganar pela impetuosidade. São calmos, não tidos a trabalhos intelectuais, são amorosos, alegres e sentimentais.

AYRA Módè, Mófè ou Álàmódè - É um título de Ayrá. É considerado o pai das águas quentes, pouco difundido nos terreiros, este Aiyra vem acompanhado de Osun Iyponda. Conta o mito que Modé vestiu-se de Osun para ser confundido durante uma busca para prende-lo, sendo assim, geralmente ele é cultuado sendo "Iyagba", seus animais são fêmeas e seus filhos geralmente mais delicados, ardilosos que choram com facilidade para chegarem ao seu alcance.

Lojó - Título que faz referência à chuva.

Óbómìn, Bómìn ou Ygbómìn - mais um título de Airá. É bom, conselheiro, dono da verdade, reina nas águas junto com Oxun foi ele que Oxalá transformou em seu primeiro ministro. Não faz nada sem perguntar a Oxalá.

Orégedé – Muito guerreiro ele também lutou contra Ogun.

Etinjà - Depende de Ogun para caminhar, é guerreiro e cruel.

Normalmente confundido com Xangô, no Brasil, na verdade é deve ser considerado como uma divindade individual. Pouco se sabe sobre seu culto ou seus ritos, desta forma, passou a ser enxergado como uma qualidade de Xangô. Airá não é de origem Iorubá e seu culto está restrito à região de savé em território Jeje, talvez por esta razão seu culto não tenha expressividade já que nesta região os cultos predominantes são os de Oxumarê, Obaluaiê e de Nanã. É incrível o quanto no Brasil as pessoas transmitem abominações. Alguns sacerdotes sem conhecimento chegam a afirmar que Airá seria irmão de Xangô, quando na verdade não existe nada que fundamente esta afirmação. Não se sabe ao certo sua ascendência por isso Airá é considerado como filho de Iemanjá e Oraniã, assim como Xangô e Aganjú. Em um contesto geral, Airá é considerado como um Orixá Funfun, ou seja, um Orixá que veste branco. É considerado uma divindade de caráter mais passivo, seus fundamentos são relacionados aos elementos água e ar, mas no Brasil, devido a associação com Xangô lhe atribuíram ligação ao elemento fogo. Airá possui uma ligação muito maior com Oxalá do que com Xangô e na verdade tudo o que for oferecido a ele não pode conter o sal, o dendê e jamais deve ter seus assentamentos colocados sobre o pilão. Isso acarreta a cólera dos Orixás. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, e sim com banha de ori africana. Come ebô, ejá e quiabo.
Segundo um mito, criado no Brasil, Oxalá permaneceu injustamente preso durante sete anos no reino de seu filho, Xangô, sem que este soubesse do fato. Grandes calamidades ocorreram em todo o reino devido a essa injustiça e quando Xangô finalmente descobriu o que havia acontecido com o próprio pai, resgatou-o da prisão e ordenou que fossem organizadas grandes festas em todo o reino, em sua homenagem.
No entanto, Oxalá estava muito alquebrado e entristecido. Apesar de toda a atenção que recebeu, a única coisa que desejava era retornar ao seu próprio reino, em Ifé, onde sua esposa Iemanjá o aguardava. Xangô não podia acompanhá-lo e pediu que Airá o fizesse em seu lugar.
Foi assim que Airá tornou-se servo de Oxalá, pois a viagem foi muito longa já que Oxalá andava muito devagar (conta-se também que Airá carregava Oxalá nas costas) pelo fato de ainda estar se recuperando dos ferimentos que adquirira durante os sete anos de prisão.
Durante o dia, eles caminhavam. À noite, Oxalá sentia frio e precisava descansar, assim, Airá passava longas horas contando-lhe histórias do povo de Oyó.
Observação: No Brasil, devido aos festejos de São João, criou-se uma tradição de se acender uma fogueira em homenagem a Xangô e a Airá. Na realidade esse ato não existe na África isso foi absorvido dos festejos de São João. A cerimônia que ocorre na África é o Ajerê de Xangô, cerimônia em que o iniciado de Xangô em Oyó carrega um jarro com inúneros orifícios e carregado com fogo sobre sua cabeça. Este ato é representado pelo próprio machado de Xangô.

domingo, 22 de junho de 2014

Exu Pimenta:

Quando falamos sobre Exú Pimenta e sua história dizemos que é bastante emergente no movimento atual de Umbanda, suas falanges crescem a cada dia, aumentando e solidificando seu poder de abrangência e atuação dentro de nosso plano astral. De personalidade bem forte e irreverente, possui uma língua deveras afiada, sempre pronto a salpicar-nos as verdades que teimamos em esconder.

Seu Exú Pimenta costuma ser muito carismático e sedutor, contudo, suas palavras tem o poder de atingir-nos sem machucar, de conscientizar-nos sem nos reduzir a auto-estima. Em resumo, ele tem o dom de falar na lata o que não queremos ouvir e a gente ainda agradece.






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O Exu Pimenta Viveu na Europa entre os anos de 1420 à 1480 mais ou menos, estabelecendo-se em Portugal, muito embora, acredito, não tenha nascido nesse país. Enriqueceu como comerciante, usando de seu raciocínio rápido e habilidades retóricas. Passou, assim, a fazer parte da nobreza, frequentando a corte, período em que constituiu carmas relativos ao uso desvirtuado do dinheiro e do poder adquiridos. Segundo ele: “Errei, penei, aprendi, compreendi, me transformei e venci. Hoje trabalho, sem reclamar, ajudando idiotas como aquele que eu fui”

Sr Pimenta é um Exú ligado, essencialmente, ao elemento fogo. Os outros Exús costumam chama-lo de “O Ardido”.

Essa ligação com a energia ígnea, dizem, associa-o ao Orixá Xangô, mas pessoalmente desconheço se essa afirmação é procedente. Um de seus parceiros inseparáveis é o Sr Exú Pinga Fogo, a quem atribui o destino daqueles trevosos vencidos que, orgulhosos, rejeitam suas ofertas de paz.

Também se associa aos demais Exús do fogo, como Sr Exú BrasaSr Exú Bara, entre outros.
Para realizar seu ofício de guardião, utiliza-se de armas diversas, a exemplo dos muitos e afiados punhais que carrega ocultos por trás de seu fraque bordô. Quando em demanda, apresenta-se acompanhado de enormes cães negros, nada amigáveis, semelhantes a rottweilers, mas de olhos vermelhos como o fogo.

Duas coisas irritam sobremaneira Sr Exú Pimenta: falta de respeito com os Exús e Pomba Giraspor parte de nós encarnados e espíritos trevosos que utilizam o nome Exú para arriarem em terreiros.

Não gosta de brincadeiras e pode se tornar verbalmente muito agressivo se defrontado com algum tipo de desrespeito. Quanto aos falsos Exús, costuma ser implacável e demonstra prazer ao derrubá-los.

Não obstante essa personalidade forte, e suas alterações de humor a depender do teor dos trabalhos que realiza, Sr Pimenta é, de maneira geral, um espírito muito alegre e irreverente. Tanto que quando chega no Terreiro, através da incorporação, a primeira coisa que faz é, invariavelmente, abrir um longo sorriso.

Exu Pimenta: especializado na elaboração da química e dos filtros de amor. Dá o verdadeiro segredo do pó que transforma metais. É reconhecido quando incorpora por um forte cheiro de pimenta que exala no ar.

FALANGE DE EXU MALANDRO


Hoje vamos falar um pouco sobre a Falange de Exús Malandros e Malandras na Linha de Umbanda, como o próprio nome já diz, e uma religião que une varias bandas, os grupos e suas diferenças são todos bem recebidos, pois como diz a escritura ninguém e tão pobre que não tenha nada para dar, ao contrario da maioria dos segmentos religiosos existentes, a Umbanda não só recebe esses grupos como também da a eles liberdade na forma de trabalho a ser utilizada desde que os mesmos não inflijam ou fujam dos 3 pilares principais da doutrina umbandista que e a prática da fé, da esperança e da caridade. “essa é a nossa Umbanda”.

A medida que nos aprofundamos no estudo e conhecimento das bandas de trabalho na Umbandanos deparamos com uma lista extensa de falanges que vão de crianças (Eres) a Eguns (espíritos), da direita a esquerda, do oriente ao ocidente, da conhecida benzeção as técnicas magísticas dos povos do oriente, da pajelança indígena ao passe mediúnico europeu, todos com o único intuito de praticar a caridade





O Brasil, talvez, por ser um pais muito rico em culturas diferentes, ofereceu uma quantidade considerável de falanges para a Umbanda, entre elas se destacam os Pretos Velhos e osCaboclos, como a Umbanda também absorveu grupos que já existiam em outras correntes espiritualistas muito antes de ela ser fundada.

Um exemplo claro disso e a presença do Mestre CatimboZéiro Zé Pelintra nos terreiros umbandistas.

Zé Pelintra e uma entidade muito conhecida no Nordeste do pais, e uma entidade conhecida, popularmente, como sendo um malandro, o sentido da palavra malandro se referindo a Zé Pelintra e o mesmo que bon vivat, boêmio, ele não é malandro só por que faz malandragens, mas também por que a sua “vida” é vivida de forma malandra (festas, bares, mulheres etc.).

Há de se considerar também que o sentido da palavra malandro hoje não é o mesmo que do século passado muda-se a sociedade, mudam- se os cidadãos.

Seu Zé, como é chamado pelos íntimos, era nordestino, alguns dizem ser do Ceara (... ele vem de longe, vem do Ceara, ele é Zé pelintra, chegou para trabalhar... ), outros Alagoas (... quando vir de Alagoas, toma cuidado com o balanço da canoa...), de família pobre conheceu bem cedo as pilantragens para prover a sua subsistência, conheceu de perto a vida das periferias, sofreu a discriminação por ser migrante, de tão bonito que era se envolveu com muitas mulheres, após seu desencarne deixou criado um estereotipo que serviu de inspiração para Walter Elias Disney criar o personagem Zé Carioca que , só de longe, lembra Zé Pelintra.

Seu Zé é uma figura antiga no Catimbó, porém, a linha da malandragem como temos na Umbandanão, talvez por ela ser uma falange que nasceu na Umbanda, ou seja, é recente.

Alguns caminhos de Zé Malandro e Malandra


Enquanto no Catimbó e conhecido somente Zé Pelintra na Umbanda já se conhecem varias entidades que assim se identificam (Zé Pelintra Advogado, Zé Pelintra da Estrada, Zé Pelintra do Bar, Zé Pelintra da Encruzilhada, Zé Pelintra do Morro, etc.), junto dos homens vem também as mulheres conhecidas como Pomba Giras Malandras (Maria NavalhaMaria Sete LéguasMaria do Pente FinoMaria Rosa Navalha etc. ) vem as jovens conhecidas como Malandrinhas (Malandrinha da Rosa, Malandrinha do Morro Alto, etc.) como também os jovens conhecidos como Malandrinhos

Se referindo aos Malandrinhos e as Malandrinhas ha de se saber que o Exú Malandrinho é uma das Entidades mais novas nos Terreiros de Umbanda. A origem desta falange está associada, como se disse, aos ‘discípulos’ de Zé Pelintra, no entanto, ele (o Malandrinho) nada tem a ver com Zé Pelintra, a não ser algumas semelhanças tais como: gosto pela boemia, os jogos, as mulheres (que tratam como rainhas) e a sabedoria de lidar com os problemas da vida e como sair deles.

• Zé Pelintra - Não e Exú – Melhores Pontos


As Entidades que compõe esta falange são na sua maioria, espíritos que viveram na sua última encarnação, situações de abandono familiar, e, não tendo como sobreviverem, fizeram da rua, a sua morada, nela aprenderam a sobreviver e a se proteger.

Alguns se tornaram ‘experts’ em jogos de azar como baralho, dados, ‘porrinha’ etc. Outros trabalharam em Cabarés, onde eram muito paparicados pelas ‘meninas’, que eles defendiam com unhas e dentes. E tem ainda aqueles que se tornaram ‘contadores de histórias’. Em troca de algumas doses de bebidas, cigarros e alguns trocados, contavam casos que tiravam da sua própria imaginação ou ainda situações que viveram.

Malandrinho é uma Entidade alegre, extrovertida, defensor dos mais fracos e principalmente dos desregrados. À esses, ensina que malandragem não é vadiagem. E sim, a arte de saber viver com ética e responsabilidade: O que se faz, deve fazer bem feito, caso contrário, vai pagar pelo erro. Não gosta de enganar as pessoas de bom coração. Mas com aquelas que se julgam muito espertas, ele esta sempre dando uma ‘rasteira’.


Gosta de ouvir os problemas das pessoas que o procuram. Apesar de sua aparência jocosa, está sempre voltado à prática da caridade e da evolução espiritual de seus médiuns. Em suas incorporações gosta de roupas leves e sem formalidades. As camisas estão sempre pra fora da calça. Se usar gravata, vai estar sempre com o nó afrouxado. Ou seja: ele gosta de se sentir livre para dançar e cantar em suas incorporações.

As cores das roupas são sempre em tons fortes ou estampadas. Sua bebida geralmente é a cachaça. Mas vemos em alguns Terreiros de Umbanda, Malandrinho bebendo cerveja ou batidas de limão (limãozinho).

Geralmente está sempre descalço, pois gosta de sentir o chão que pisa. Em geral, todas estas entidades a exemplo do Patrono, tiveram em sua existência alguma forma de contato com a vida dos morros, da periferia, ou talvez passaram por situações que se assemelham ou tenham ligações com essas situações, outros não passaram por similares mas escolheram essa linha de trabalho por se simpatizarem com ela.



Não se deve, nunca, confundir as falanges de trabalho de São Cipriano com a falange dosMalandros e Malandras, a linha de São Cipriano e uma linha de direita enquanto a dos Malandros já é de esquerda, o que acontece e que em muitas casas a entidade Zé Pelintra, exímio representante dessa linha, e evocado em trabalhos liderados por entidades de energia diferentes promovendo assim aquilo que se chama de Cruzamento de linhas, porém, quando isso ocorre as energias presentes não perdem sua autonomia, somente unem forças com uma finalidade ( A B AB).

Sendo uma linha de esquerda os Malandros são invocados em casos ligados as nossas necessidades físicas e materiais. Problemas amorosos, financeiros, empregos, causas judiciais, familiares, ou somente uma conversa amiga são motivos e causas levados constantemente a essas entidades. Por possuírem uma energia muito ligada a matéria suas comidas oferecidas em Giras de Exú são em sua maioria pratos consumidos em bares e botequins.

O que oferecer para os Malandros e Malandras


Assim pode-se oferecer quitutes como salgados, salaminhos, bacon, jiló empanado frito, sardinha frita, farofa com linguiça, carne seca assada na brasa ou frita, etc. As bebidas poderão ser cachaça, cerveja e em alguns casos licores.

Como todas as outras entidades da Umbanda os Malandros podem pedir aos seus médiuns e consulentes alguns objetos (chapéus, cachimbos, bengalas, navalhas, cigarros, perfumes, etc.) desde que tenha um porque e não acabe se tornando uma forma de mistificação esses objetos podem ser usados pelas entidades em seus trabalhos quando manifestados.

A mensagem trazida pelos Malandros e pelas Malandras as Casas Umbandistas e a do equilíbrio, tudo em todas as existências deve ser equilibrado. Não é problema ir a festas, bares nem sequer também fazer uso de bebidas alcoólicas, o problema está na maneira como se frequenta ou se usa e as consequências dos mesmos. Muitos dos problemas da maioria dos consultantes dessas entidades são resultado de uma vida desregrada e sem limites onde o desequilíbrio marca e causa o mal não só para a pessoa em si como também para os que estão ao seu redor. Tudo, a todos, e permitido, porem, nem tudo convêm.

Que a historia e o trabalho dos Malandros e das Malandras sirva de exemplo e seja a luz do fim do túnel na vida de tantos e tantas que precisam.





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